UBS's de Santarém recebem computadores para implementar o e-SUS

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Coordenadores das Unidades Básicas de Saúde (UBS) ligados à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), da Prefeitura de Santarém receberam na manhã desta segunda-feira (27), computadores que vão contribuir para a implantação do programa e-SUS no município.

A estratégia e-SUS busca reestruturar e integrar as informações da Atenção Básica, em nível nacional. O objetivo é reduzir a carga de trabalho na coleta, inserção, gestão e uso da informação na atenção básica, permitindo que a coleta de dados esteja inserida nas atividades já desenvolvidas pelos profissionais. Por meio do e-SUS, a rede de serviço que compõe a Atenção Básica alimentará o Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab), do Ministério da Saúde. Esta ação está alinhada com a proposta geral de reestruturação dos Sistemas de Informação em Saúde do Ministério da Saúde, entendendo que a qualificação da gestão da informação é fundamental para ampliar a qualidade no atendimento à população.

Os 50 computadores entregues hoje para as unidades de saúde de Santarém foram adquiridos com recursos do Programa de Melhoria de Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (Pmaq-AB), do qual participam 40 equipes de saúde da família, distribuídas nas 26 unidades de saúde locais, cadastradas no programa, tanto da zona rural (planalto e rios), quanto da zona urbana do Município.

De acordo com o coordenador do Pmaq-AB em Santarém, enfermeiro Márlon Marinho, as equipes que vão trabalhar com o cadastro precisam cumprir a meta de cadastros individuais no e-SUS, no sentido de obter um aumento de indicadores para a avaliação externa, que é realizada pelo Ministério da Saúde. "Isto vai garantir mais recursos financeiros do Piso de Atenção Básica (PAB) variável, ao município. As equipes que oferecerem melhorias na qualidade do atendimento recebem mais recursos do governo federal, ou seja, quanto melhor for o desempenho, mais incentivos financeiros serão repassados ao município", salientou o coordenador.
Para as UBS's, trata-se de um avanço no atendimento aos pacientes do SUS. A gerente da UBS Uruará, enfermeira Marcela Brasil, disse que com a implantação dos computadores, há uma melhora significativa na qualidade das informações dos pacientes, traçando um perfil mais exato deles. "Também é possível avaliar a nossa cobertura e em cima disso traçar nossas metas e nosso plano de intervenção, analisando onde o trabalho está indo bem e onde ele precisa melhorar", ressaltou.

Na região de rios, onde há problema com a falta de energia, a base do programa ficará na sede da Semsa. A gerente do Abaré II, que faz os atendimentos de saúde em toda a região de rios, enfermeira Zuleide Gomes, destacou que a população dessa área também vai ser bastante beneficiada. "Vamos melhorar com certeza nossos indicadores nessa área, fazendo cadastros individuais e domiciliares para que o Ministério da Saúde possa avaliar melhor o trabalho desenvolvido", informou.

Segundo o secretário de Saúde de Santarém, Edson Ferreira Filho, a instalação dos computadores e o cadastro dos usuários no sistema e-SUS, "além de garantir uma melhoria no atendimento à população, já que todas as informações individuais estarão em um ficheiro informatizado, também vai contribuir para a implantação do Prontuário Eletrônico do Cidadão, que é uma iniciativa do Ministério da Saúde que visa uniformizar e melhorar o atendimento ao usuário do SUS", frisou.

O secretário informou ainda que ao todo o município deve receber 110 computadores. "Estamos recebendo a princípio esses 50 computadores e até o mês de fevereiro de 2018 iremos receber os outros 60, para que todas as unidades cadastradas no Programa sejam informatizadas", concluiu o secretário.

O PAB

O Piso de Atenção Básica (PAB), criado em 1997 e efetivamente implantado no primeiro semestre de 1998, é um novo mecanismo de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

No início da criação do SUS, a grande maioria dos recursos que chegavam aos municípios vinham de um repasse fixo do Governo Federal, uma parcela fixa, que hoje, é conhecida como PAB fixo. Entretanto, a política do Ministério da Saúde mudou e os recursos são divididos em PAB Fixo e PAB Variável. O PAB fixo é a parcela de recursos fixa, calculado à partir da população de cada cidade. Já o PAB variável é a parcela variável do recurso federal que é repassada à medida que os municípios realizam ações e políticas de saúde específicas em sua cidade, ou seja, o recurso varia de acordo com o desempenho de cada secretaria de saúde dos municípios.


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