Mais de 350 pacientes já passaram pelo mutirão de cirurgias do HMS

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Desde o dia 28 de outubro, uma equipe de médicos cirurgiões, anestesistas, enfermeiros e técnicos em enfermagem, iniciaram uma maratona que tem como meta a realização de 700 cirurgias de hérnia e vesícula em pacientes que já estavam há meses e até anos aguardando na fila do Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um mutirão de cirurgias, denominada cirurgias eletivas, uma iniciativa tomada pela Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), com o apoio do Ministério da Saúde. O objetivo é diminuir a grande fila de espera de uma demanda reprimida de anos.

Por dia, estão sendo operados entre 15 e 20 pacientes. Até a semana passada, mais de 350 pacientes já haviam passado por cirurgias de retirada de hérnia e de vesícula no Hospital Municipal de Santarém (HMS) e a meta é atingir as 700 cirurgias até o dia 30 de dezembro. A equipe é composta por 5 cirurgiões formados e 6 médicos residentes, além de 1 anestesista, 7 técnicos em enfermagem e mais 2 enfermeiros.

Os pacientes passaram por triagem prévia, foram avaliados, realizaram todos os exames pré-operatórios, e foram agendados para a cirurgia. Os ciclos de cirurgias acontecem durante a semana (segunda a sexta-feira) com início por volta das 19h. De acordo com o médico residente que avalia os pacientes, Vinícius Savino, a triagem leva em conta todas as condições clínicas do paciente e eles não podem ser diabéticos ou cardiopatas e nem estar muito acima do peso, caso contrário, são encaminhados para média e alta complexidade. A mesma situação acontece com as crianças. A equipe está realizando cirurgias apenas em crianças acima dos 3 anos de idade que estejam em boas condições clínicas. "Os pacientes precisam estar bem para passarem por esses procedimentos realizados nessas cirurgias eletivas, pois são cirurgias rápidas, onde ele é operado hoje e recebe alta no dia seguinte", salientou o médico.

O diretor do HMS, Celso José Alves, explicou que as cirurgias eletivas não atrapalham o fluxo normal de atendimento das entradas de emergências do hospital, já que o centro cirúrgico dispõe de três salas para realizar os procedimentos. De acordo com ele, as pessoas que estão passando pelos procedimentos estão sendo bem atendidas, sendo operadas com bastante profissionalismo e obtendo sucesso nos procedimentos cirúrgicos. "Isso é importante, pois quem estava há muito tempo em casa esperando, hoje tem a oportunidade de realizar seus procedimentos, com segurança e rapidez, principalmente", afirmou.

Para o aposentado Raimundo José de Oliveira, de 76 anos, que estava aguardando a cirurgia há 3 meses, a iniciativa está sendo bastante positiva, pois antes do mutirão ele não sabia quando chegaria sua vez na grande fila de espera para realizar a operação. Com a iniciativa o processo foi agilizado, o que o ajudou bastante. Seu Raimundo foi operado de hérnia na última quarta-feira (14), teve alta e passa bem.

O secretário de Saúde, Edson Ferreira Filho, afirmou que as cirurgias eletivas foram retomadas este ano, após dois anos paradas. Ele anunciou que a partir do próximo ano, as eletivas devem entrar no serviço de rotina do hospital. "Além disso, já estamos voltando a fazer no HMS as cirurgias ortopédicas e oftalmológicas, no esquema de rotina, pois só estavam sendo feitas as cirurgias de urgência e agora esse serviço de rotina está sendo retomado", informou.

"É mais uma ação que busca melhorar e agilizar o atendimento de saúde no Município. Estamos resolvendo problemas de pacientes que aguardavam na fila do SUS há anos. Esta iniciativa foi possível devido à liberação de recursos extras, que conquistamos junto ao Ministério da Saúde. A meta é oportunizar cirurgias para cerca de 700 pacientes, estamos trabalhando para isso, e buscando levar mais qualidade de vida a todos essas pessoas", reforçou o prefeito Nélio Aguiar.

Ainda restam vagas disponíveis para os pacientes que necessitam passar por esses tipos de cirurgias. Para se candidatarem, eles podem levar seus encaminhamentos até à secretaria de saúde, de onde são encaminhadas para a triagem que é feita pela equipe responsável pelas cirurgias eletivas, no HMS. A documentação e exames são analisados e a equipe decide se eles vão ou não poder ser operados, dependendo da situação clínica de cada paciente.


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