Dinheiro apurado em leilão de bens imóveis de Reginaldo Campos será destinado à saúde

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Decisão foi tomada em uma reunião entre a Câmara de Vereadores, Prefeitura e Ministério Público Estadual. Valor que deve ser apurado com o leilão pode chegar a R$ 1,1 milhão.
Reginaldo Campos fez colaboração premiada, mas, apesar de devolver o dinheiro aos cofres públicos, tal ato não o exime de cumprir a pena (Foto: Adonias Silva/G1)

Com a colaboração premiada do ex-vereador Reginaldo Campos, o réu da Operação Perfuga devolverá aos cofres públicos cerca de R$ 1,1 milhão em bens imóveis, que devem ir a leilão judicial em Santarém, no oeste do Pará. O valor será destinado à saúde pública, priorizando o Hospital Municipal.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal, o vereador Antônio Rocha (PMDB), a decisão foi tomada em uma reunião juntamente com representantes da casa legislativa, poder executivo e Ministério Público Estadual (MPPA). A sugestão de destino do recurso foi do órgão ministerial. “A saúde está precisando. Precisa melhorar o Hospital Municipal para que dê o melhor atendimento a nossa população. Então, esse dinheiro vai ser destinado à saúde pública”, disse Rocha.

Apesar de devolver o dinheiro, tal ato não exime Reginaldo do cumprimento de pena de dois anos e meio em regime fechado, dois anos em prisão domiciliar e o restante em regime aberto.

A colaboração do ex-parlamentar foi protocolada pelo MPPA no dia 30 de janeiro e homologada pelo juiz Rômulo Nogueira de Brito no dia seguinte. O juiz considerou que a colaboração foi legal e regular, pois os depoimentos foram colhidos após o colaborador se voluntariar em esclarecer os fatos, bem como ratificou sua voluntariedade em audiência.

Perfuga

Antes mesmo de iniciar a instrução do julgamento, Reginaldo Campos renunciou ao mandato de vereador, e resolveu colaborar com a Justiça. Confessou os crimes imputados na denúncia, revelando detalhes de como ocorriam, além de outros delitos. A instrução do processo ainda não terminou, e os interrogatórios deverão ocorrer no final de fevereiro.

Reginaldo Campos foi vereador por mais de 13 anos pelo município de Santarém, e no biênio de 2015/2016 foi presidente da Câmara de Vereadores. As investigações, iniciadas pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público, e que resultaram na chamada “Operação Perfuga”, concentraram-se nesse período.

Blogdocarpê com informações G1 Santarém 


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