Justiça nega pedido de liberdade e Reginaldo Campos permanece preso em Santarém

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Seção de Direito Penal entendeu que prisão está devidamente fundamentada. Ex-vereador está preso desde agosto de 2017.
A justiça do Pará negou o pedido de liberdade ao ex-vereador Reginaldo Campos, investigado na Operação Perfuga e réu em processo penal sob acusação de prática de peculato e associação criminosa. Com a decisão, o investigado permanecerá preso no quartel do 3º Batalhão de Polícia Militar (3ºBPM) em Santarém, no oeste do Pará.

Os desembargadores integrantes da Seção de Direito Penal do Tribunal de Justiça do Pará tomaram a decisão em uma sessão na segunda-feira (5). O pedido feito pela defesa do ex-vereador requereu a liberdade alegando já não estarem mais presentes no processo as condições determinantes de sua prisão. Mas, o desembargador Ronaldo Valle, relator do Habeas Corpus, não acatou os argumentos.

De acordo com Valle, a prisão está devidamente fundamentada, devendo ser mantida pela necessidade de garantia da ordem pública e instrução processual.

A prisão de Reginaldo Campos aconteceu em agosto de 2017, quando a primeira fase da Perfuga foi deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público do Pará (MPPA) por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação investigou o desvio de verbas públicas no período de 2015 a 2016, quando Campos foi presidente da Câmara Municipal.

Em novembro, na terceira fase da operação, denominada “Farra dos Combustíveis”, houve novo decreto prisional. Em dezembro de 2017, Reginaldo renunciou ao cargo de vereador.

Enquanto o ex-vereador era presidente da Casa Legislativa, em 2016, teria sido adquirido pela Câmara 51 mil litros de combustível, entre diesel e gasolina, conforme o processo. Mas as investigações apontaram que faltava cerca de 6,5 mil litros mensais considerando a média mensal total de combustível, apontando indícios de apropriação ou desvio de combustíveis.

Blogdocarpê com informações G1 Santarém 


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