Técnicos, discentes e docentes da Ufopa contestam exclusão de titulares do Consun

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Representantes das categorias alegam que não há previsão legal e nem no Estatuto da Universidade, para transformar titulares em suplentes.
Técnicos, docentes e discentes da Ufopa cogitam ingressar na Justiça Federal com Mandado de Segurança coletivo (Foto: Rogério Cruz/Arquivo pessoal)

Uma decisão tomada pelo Conselho Superior da Ufopa, em Santarém, oeste do Pará, na tarde de terça-feira (13) de excluir quatro representantes eleitos de cada categoria com direito a cadeiras no Consun – docentes, técnicos e discentes – está sendo vista como arbitrária por quem conquistou a vaga no colegiado por eleição e não por indicação da atual gestão da universidade.

Segundo a estudante de Geofísica, Ana Caroline Chahini, não há previsão legal para transformar membros titulares do Consun em suplentes. Não há previsão nem mesmo no estatuto da universidade para amparar a decisão. “Nós não aceitamos que representantes eleitos de forma legítima para representar suas categorias percam cadeiras no Consun para garantir a proporcionalidade cobrada pelo MEC à atual gestão. Até porquê, não existe previsão legal para que titulares sejam afastados e transformados em primeiro ou segundo suplentes, como aprovou o Consun”, declarou.

Ana Caroline disse ao G1 que na reunião de segunda-feira (13), a questão da proporcionalidade foi discutida exaustivamente no Consun, mas até às 21h quando encerrou o encontro, não havia se chegado a um consenso. Duas propostas haviam sido apresentadas para reformulação do Consun. A que teve maior aceitação e ficou para ser discutida na terça-feira (14), foi de aumentar o número de docentes na composição, para evitar uma nova eleição.

“Nós saímos da reunião acreditando que no dia seguinte decidiríamos sobre como seria o acesso de mais docentes, além dos suplentes na composição do Consun. E para nossa surpresa, a proposta colocada em votação, foi a apresentada pelo professor Edilan Quaresmo, para exclusão de quatro representantes de cada categoria. O que mais nos revolta, é que só mexeram com os eleitos. Os indicados pela gestão permanecem no Consun”, ressaltou Ana Caroline.

Para a professora Juliana Martins, que também perdeu a titularidade no Consun, a decisão foi arbitrária e trouxe prejuízo a todas as categorias, para corrigir um problema que atual gestão criou. “Eu dormi conselheira titular e quando acordei, já havia perdido o direito à voz no Consun. Se a composição está irregular, isso não é de agora. Está irregular há quatro anos e isso dá margem para que todas as decisões tomadas até aqui sejam questionadas”, disse a professora.

Blogdocarpê com informações G1 Santarém 


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