Justiça nomeia leiloeiro para venda de imóveis de Reginaldo Campos, réu da ‘Perfuga’

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O leilão dos bens do ex-vereador avaliados em R$ 1,1 milhão é resultado de acordo de colaboração premiada.

Péricles de Almeida é o leiloeiro nomeado pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Santarém, Rômulo Nogueira de Brito, para a venda de bens do ex-vereador Reginaldo Campos, réu da operação Perfuga, deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público Estadual, em agosto de 2017. A operação investiga esquema de corrupção na Câmara de Vereadores de Santarém, no oeste do Pará.

Em acordo de colaboração premiada do ex-vereador Reginaldo da Rocha Campos, ficou definido que o réu devolverá o valor aproximado de R$ 1,1 milhão em bens imóveis, que serão leiloados pela justiça. Além disso, cumprirá pena de dois anos e meio em regime fechado, dois anos em prisão domiciliar e o restante em regime aberto.

O juiz determinou que seja feita a averbação de indisponibilidade dos bens imóveis de Reginaldo Campos e a definição de datas para o leilão, sendo o primeiro com lance mínimo no valor da avaliação constante dos autos e o segundo pelo maior lance, não inferior a 80% do valor do bem, como prevê o artigo 144-A, parágrafo 2º, do Código de Processo Penal.

Rômulo de Brito manda que o leiloeiro seja consultado sobre datas apropriadas para que os bens possam ser vendidos em conjunto com outros, de processos da comarca de

Sobre a Perfuga

Reginaldo Campos foi vereador por mais de 13 anos no município de Santarém, e no biênio de 2015/2016 foi presidente da Câmara de Vereadores. As investigações, iniciadas pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público, e que resultaram na chamada “Operação Perfuga” (Proc. 0004468.91-2017.8.14.0051), concentraram-se nesse período.

Foi descoberto um esquema criminoso de desvio de dinheiro público no âmbito da Câmara de Vereadores, em benefício de Reginaldo Campos e outros servidores da Casa Legislativa, além de marcações ilegais de consultas e exames na Sespa, por meio de servidores da Secretaria Estadual de Saúde.

Na investigação, foram identificados servidores “fantasmas”, vinculados ao gabinete do ex-vereador Reginaldo Campos, que apesar de não prestarem serviços à Câmara, recebiam salário normalmente, sendo que alguns devolviam parte ou integralidade ao parlamentar, que utilizava esse dinheiro para serviços particulares, como pagamento de cartão de crédito, escola de filhos, compra de salgados, etc. Diversas conversas foram captadas através de interceptação telefônica autorizada judicialmente. Campos também se utilizava de uma servidora “fantasma” para agendar consultas e exames na Sespa, valendo-se de servidores da Secretaria.

Ao todo, respondem criminalmente 28 pessoas pelos delitos de peculato, inserção de dados falsos em sistema de informações, corrupção passiva, corrupção ativa, condescendência criminosa, falsidade ideológica, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, falso testemunho e associação criminosa. Um dos denunciados, Andrew Oliveira da Silva, também fez colaboração premiada com o Ministério Público, homologada judicialmente, e confirmou as condutas narradas na denúncia.

Blogdocarpê com informações G1 Santarém G1 


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