Classificação da Argentina está ‘nas mãos e nos pés’ de Messi

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Mais uma vez está nos ombros e nos pés de Messi a salvação da Argentina. Foi assim nas Eliminatórias da América do Sul de 2017, quando o time se classificou no último jogo.

Foi assim nos dois vice-campeonatos seguidos da Copa América. Foi assim na Copa do Mundo de 2014, outro vice. Esta pode ser a última vez. O herói afirmou que a sua aposentadoria dependeria do desempenho da Argentina na Rússia.

No cenário mais simples, o time precisa vencer nesta terça-feira (26/6) a Nigéria, às 15h, na Arena Zenit, em São Petersburgo, e torcer contra a Islândia, que enfrenta a Croácia. Se a Argentina empatar ou perder estará eliminada. Messi estará fora da Copa do Mundo e pode pendurar a camisa 10.

Existem outras combinações mais complicadas para a definição do Grupo D. Caso a Islândia vença a Croácia, a vaga poderá ser definida pelo número de gols, de cartões amarelos ou até mesmo em sorteio. Os croatas lideram a chave com seis pontos e já garantiram vaga para a próxima fase da competição.

Messi deu vários sinais de abatimento neste Mundial. Pessoas próximas ao craque afirmam que aquele pênalti perdido na estreia diante da Islândia ainda ecoa nos ouvidos do jogador. Se tivesse feito aquele gol, tudo seria diferente. “Nosso objetivo principal é que seja o último jogo dele mesmo. Por mais que se goste do Messi jogando, é a nossa vontade fazer com que sua despedida seja aqui, em São Petersburgo”, provocou o zagueiro nigeriano Brian Idowu.

Após a derrota para a Croácia, quando o circo estava pegando fogo, Messi ficou calado. Na última sexta-feira (22), os jogadores, liderados por Javier Mascherano, fizeram uma reunião para mostrar que estavam descontentes com o estilo do treinador. Eram duas queixas: evitar tantas mudanças na formação e fazer coisas mais simples.

Os jogadores também se queixaram da falta de convicção do comandante. Foi quase um motim, com o apoio mudo do camisa 10. O técnico Jorge Sampaoli esteve por um fio no cargo. A Associação de Futebol Argentino (AFA, na sigla em espanhol) decidiu manter o treinador, mas Messi não abriu a boca. No último domingo, ao completar 31 anos, a mensagem da mulher Antonella Roccuzzo, publicada nas redes sociais, foi significativa por aquilo que ela não disse. Não dedicou um caracter para falar da seleção ou da Copa do Mundo.

Messi não carrega neste Mundial o peso de seus próprios erros e de suas atuações apenas regulares. Ele carrega o drama de uma seleção que perdeu o rumo. Foram três técnicos desde a Copa no Brasil, em 2014, com perfis muito diferentes: o pragmático Tata Martino, o retranqueiro Edgardo Bauza e o revolucionário Jorge Sampaoli.

Escolha unânime após ter ensinado aos chilenos o significado da palavra “campeão”, o técnico atual está perdido. Ele não conseguiu definir uma equipe titular nem impor um padrão de jogo. Foram 59 jogadores convocados e nenhuma escalação repetida em 13 partidas. Só nesta Copa do Mundo, ele trocou três peças em dois jogos e mudou o esquema tático. “Estou convencido de que a partir de amanhã (terça-feira) muda a história para esta seleção. Tenho muitos argumentos para acreditar nisso”, prometeu, sem detalhar a sua estratégia na entrevista coletiva dessa segunda-feira (25), no local da partida.
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Fonte Portal Tucumã 


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