Helder Barbalho só admite que é investigado pela Lava Jato, mas o inquérito 4.449/DF já está no TRE-PA

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O ministro da IntegraçãoNacional do governo Michel Temer, Helder Barbalho (MDB), candidato ao governo do Pará, afirmou em entrevista à Tv Liberal, nesta segunda-feira (10), que está apenas sendo investigado pela operação Lava Jata, comandada pelo juiz Sérgio Moro – terror dos petistas, por ter mandado prender o maior líder da agremiação partidária, Luiz Inácio Lula da Silva e outras estrelas, como José Dirceu , ex-chefe da Casa Civil e o também ex-ministro e Antonio Palocci, além de Eduardo Cunha e Sérgio Cabral, para ficar só nos mais famosos, e que não responde a processo por corrupção, conforme a entrevistadora disse na formulação de sua pergunta.

Helder enfatizou que está é apenas “investigado” e que o Ministério Público não o denunciou. Porém, na sessão pleno Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PA), os membros da corte distribuíram o processo do então pré-candidato ao governo do Pará, Helder Zahluth Barbalho, para a 1ª zona eleitoral, sob a presidência da juíza Danielle de Cássia Silveira Buhrnheim, magistrada responsável em julgar o candidato.

O envio do inquérito 4.449/DF ao TRE do Pará foi uma determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Como Helder não tem foro privilegiado, pois já não é mais ministro, o processo foi distribuído para o juízo de 1º grau e não para o TRE, como requereu sua defesa.

A denúncia contra Helder Barbalho aponta que em 2014, quando disputou o governo do Pará, teria solicitado contribuição à empresa Odebrecht. Segundo o inquérito, as doações não foram contabilizadas, o que configura, segundo o ministro Alexandre de Moraes, possível delito de natureza eleitoral.

Helder justifica que suas contas de campanha foram aprovadas pelo próprio TRE-PA, porém, o processo trata de caixa dois, ou sejam recurso não declarado à Justiça eleitoral.

Na delação do executivo da Odrebrecht, Mário Amaro, ele relatou que Helder pediu R$ 30 milhões para a empresa, que só o atendeu em R$ 1,5 milhão em caixa-dois e outros R$ 1,2 milhão como doação legal.

Helder também ficou sem dar um a resposta convincente à pergunta da apresentadora sobre outros processo que correm contra ele na Justiça. Um seria sobre recursos desviados d das obras do PAC( Programa de Aceleração do Crescimento), criado no governo Dilma. Os recurso seriam pra os residenciais Nova Esperanca e 28 de Agosto, que nunca foram construídos. E um outro processo seria relativo à comprada de medicamentos e ambulâncias pra a Ananindeua, quando ele foi prefeito daquele município.

Acompanhe o vídeo no sitio: https://web.facebook.com/silvinho.santos.564/videos/2246315742266455/?t=86

Segredo Justiça

O inquérito 4.449, para investigar o então pré-candidato ao governo do Pará, Helder Barbalho, se encontra com o presidente do TRE desde 21 de ulho passado. En está sob sigilo na presidência daquela Corte, e ainda não foi distribuído. Cabe à presidente da Corte, desembargadora Célia Regina de Lima Pinheiro, tramitar os autos.

Comenta-se que o TRE-PA seria incompetente para instruir o processo, por não se tratar de foro privilegiado. E assim, o caso deveria ser encaminhado ao juízo de uma das zonas eleitorais de Belém.

Em 2014 quando disputada o governo do Pará, Helder Barbalho teria solicitado contribuição à empresa Odebrecht algo como R$ 30 milhões. Segundo o inquérito, as doações não foram contabilizadas, o que configura, segundo o ministro Alexandre de Moraes, possível delito de natureza eleitoral.

A DENÚNCIA EM 2014
Em seu depoimento, o delator Mário Amaro da Silveira, que ocupou o cargo de diretor-superintendente da Odebrecht Ambiental no Estado do Pará, contou ter se encontrado em setembro de 2014 com Helder Barbalho e com hoje também candidato ao governo do Pará, Paulo Rocha(PT), em um hotel de São Paulo, para tratar de contribuições para a campanha ao governo do Pará, no caso de Helder Barbalho, e senado, no caso de Paulo Rocha.

“O Helder Barbalho comentou que conhecia a atuação da empresa e que ele tinha um grave problema de saneamento no Pará, que seria uma das prioridades dele, e cogitava adotar uma solução privada (em seu eventual governo)”, comentou Mário Amaro da Silveira.


Fonte aprovinciadopara


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