publicidade

O senador Tasso Jereissati, ex-presidente do PSDB, disse que o partido coleciona um “conjunto de erros memoráveis” desde a eleição da ex-presidente Dilma Rousseff e ainda pagará um preço por isso. Em entrevista ao Estado de S.Paulo, Tasso faz uma severa autocrítica partidária e diz que o PSDB não é bem visto pela população.

Para o senador, hoje no comando do Instituto Teotônio Vilela, braço teórico do partido, o primeiro erro foi questionar o resultado das eleições de 2014, o segundo foi “votar contra princípios básicos nossos, sobretudo na economia, só para ser contra o PT” e o terceiro- e maior de todos- foi entrar no governo Temer. “Foi a gota d’água, junto com problemas do Aécio [Neves]. Fomos engolidos pela tentação do poder”, disse o ex-presidente do partido.

O resultado da série de medidas equivocadas, na avaliação do tucano, é a crise que o partido enfrenta e tem reflexos nas eleições desse ano. “O desgaste do PSDB começa a partir dos episódios da gravação do Aécio. Começou ali e continuou. Como nós não tomamos as medidas necessárias naquele cenário, era previsível que o desgaste do PSDB iria perdurar e teria consequências graves nas eleições”, declarou Tasso.

Para Tasso, o impacto da queda de Aécio na delação da JBS foi imensurável. “Esse episódio simboliza todo esse desgaste que tivemos. Desde o dia seguinte à eleição da Dilma, quando fomos questionar o resultado, o símbolo mais eloquente para a população foi o episódio do Aécio. Ele deveria ter se afastado logo da presidência do PSDB.”

Em mais de uma fala, o senador atribuiu a Aécio boa parte do desgaste do PSDB. Começando pela sanha de impedir Dilma de governar após ser derrotado por ela nas urnas, passando pelo impeachment e chegando ao apoio ao governo Temer. “Como nós não tomamos as medidas necessárias naquele cenário, era previsível que o desgaste do PSDB iria perdurar e teria consequências graves nas eleições. O desgaste do PSDB vem dali. As pessoas estão vendo mal o PSDB.”
Para o senador cearense, Alckmin, que já não é muito popular no Nordeste, terá ainda mais dificuldade de crescer no Ceará, estado do qual seu adversário na disputa Ciro Gomes (PDT) foi governador. “Aqui no Ceará é mais difícil que no Nordeste de uma maneira geral. Além do Lula, que inegavelmente é muito popular, temos o Ciro, que é cearense.”

Fonte Blog do Bacana 


Nenhum comentário