Ecoturismo radical em Alter do Chão é opção para amantes de aventuras durante cheia dos rios

Vista da Serra Piraoca (Piroca) para a Ilha do Amor em Alter do Chão — Foto: Geovane Brito/G1

Conexão com a natureza, adrenalina e aventuras no meio da floresta são três coisas que amantes do ecoturismo radical encontram durante o período de cheia dos rios na vila balneária de Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará. A alternativa de turismo esportivo radical ainda é pouco conhecida, mas está em expansão e conquistando novos membros.

Apesar de ser reconhecida pela beleza das praias, Alter do Chão tem belezas naturais preservadas além da água quente do Rio Tapajós e areia alva em suas margens, durante o verão amazônico.

Uma das atividades mais conhecidas de ecoturismo – atividade que respeita e preserva o equilíbrio e fomenta a educação ambiental – é a trilha da Serra Piraoca (Piroca) e o passeio de canoa na Floresta Encantada.

A oferta é bem mais diversificada e grande também é o potencial que a pequena vila localizada a 37 km do centro da cidade oferece aos visitantes e turistas.

Alter além das praias

Há outras serras e morros na vila que ainda são pouco conhecidos pela população, como a Serra do Carauari com visão panorâmica para o Lago Verde e praias.

É nesse local que um grupo especializado em ecoturismo aproveita das belezas naturais para a prática esportiva aliada ao turismo. São oferecidos a pequenos grupos uma trilha por dentro da floresta com duração média de uma hora, arvorismo (trilha feita em cordas pelas copas das árvores) e rapel de quase 20 metros.
Arvorismo e rapel na Serra do Carauari, em Alter do Chão, Pará — Foto: Indios Brasil/Arquivo Pessoal
“É uma maneira de fazer as pessoas daqui conhecerem ainda mais cada canto da vila, olhar de maneira diferente Alter do Chão”, disse Ademir colares, membro do grupo de ecoturismo.

Os três esportes são realizados em uma propriedade particular no KM 27 da Rodovia Everaldo Martins (PA-457). A área tem 8 hectares, e antes os serviços eram apenas disponibilizados a hóspedes, mas foi aberto à comunidade em geral para que as pessoas se sintonizassem à natureza e conhecessem por outros ângulos o lugar onde vivem.
Os irmãos Kelly Adriana e Josiel Porfírio com grupo durante preparação para prática de rapel em Alter do Chão — Foto: Geovane Brito
“Abrimos a oportunidade para que as pessoas daqui mesmo pudessem valorizar a floresta em pé, a cultura, os animais. Todo mundo que vem para Alter conhece a Alter das praias. A ideia é que essas pessoas conheçam por perspectivas diferentes em todos os períodos do ano”, contou o dono da pousada, Indios Brasil.

Como a serra tem 100 metros de altura e as árvores chegam a quase 20, a visão da floresta, lagos e rios é grandiosa.


Segurança esportiva

Assim como qualquer outra atividade, trilhas, arvorismo e rapel necessitam de profissionais para auxiliar os percursos e dar instruções. De acordo com a organização do grupo de ecoturismo da Serra Carauari, pelo menos cinco profissionais fazem esse trabalho.
Atividade de rapel em Alter do Chão é opção para amantes de aventuras — Foto: Geovane Brito
Instrutor de rapel há bastante tempo, Rômulo Queiroz é conhecido como “Anjo” e desempenha a função de instrutor de rapel. Para ele, a maior satisfação é perceber que as pessoas superaram o medo, encararam a aventura e olharam a natureza pelas copas das árvores.

“Só sabe como é essa sensação quem passa por ela. É um alimento para a alma. São sensações maravilhosas. Eu, por exemplo, não importa quantas vezes eu venha, a sensação é única. E assim é com as outras pessoas”, disse.
Irmãos coragem’

Em busca de adrenalina nas veias, dos batimentos cardíacos acelerados e de muita aventura, os irmãos Kelly Adriana Ferreira e Josiel Porfírio se juntaram a um grupo pelas redes sociais e encararam o desafio da trilha, arvorismo e a descida de rapel.
Kelly Adriana Ferreira e Josiel Porfírio durante prática de rapel em Alter do Chão — Foto: Geovane Brito

Para o jovem, que já desceu outras vezes de rapel, foi uma surpresa encontrar atividades esportivas e turísticas em Alter do Chão. “Às vezes o nervosismo e o tremor tomam conta, mas respirar fundo e focar em um objetivo foi essencial. Para quem tem medo de altura, como eu, é um desafio e tanto. A vista jamais imaginei presenciar. Foi uma aventura e tanto”, ressaltou Josiel.

“A gente se aventurou a conhecer a Serra do Carauari. Foi incrível. O medo vem, mas nos surpreendemos com esse desconhecido (...). É uma experiência pessoal, mas com uma vivência coletiva. Também é uma oportunidade para movimentar o corpo, conhecer outras pessoas”, enfatizou.

Os dois registraram os momentos em fotografias e a partir da experiência vivida encorajam amigos desbravarem os encantos de cada canto de Santarém e região. “Medo todo mundo tem, mas vamos lá e desbravamos”, completou Kelly Adriana.

Adriana ficou sabendo pelas redes sociais e imaginava que o passeio era para fora de Santarém. Ela ficou surpresa quando foi informada que o local era próximo ao centro da cidade comparado a atividades semelhantes, então convidou o irmão para a aventura.
Josiel e Adriana encararam o desafio e desceram quase 20 metros fazendo rapel em Alter do Chão, no Pará — Foto: Geovane Brito

“A gente se aventurou a conhecer a Serra do Carauari. Foi incrível. O medo vem, mas nos surpreendemos com esse desconhecido (...). É uma experiência pessoal, mas com uma vivência coletiva. Também é uma oportunidade para movimentar o corpo, conhecer outras pessoas”, enfatizou.

Os dois registraram os momentos em fotografias e a partir da experiência vivida encorajam amigos desbravarem os encantos de cada canto de Santarém e região. “Medo todo mundo tem, mas vamos lá e desbravamos”, completou Kelly Adriana.

Fonte G1 Santarém 

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