16 de julho: Sete anos da tragédia que matou 10 universitários paraenses

Crédito: Divulgação/Polícia Rodoviária Estadual

Para o servidor público, José Maria de Oliveira, o dia 16 de julho nunca mais foi o mesmo desde 2012. Isto, pois, o acidente com o ônibus da empresa Fantasy Turismo vitimou a filha, Thamirys Oliveira, e mais nove universitários paraenses, na manhã daquela segunda-feira.

O acidente fatal aconteceu na rodovia estadual PR-090, entre Ventania e Piraí do Sul, no Paraná. O veículo transportava 52 passageiros e dois motoristas, e seguia em comboio com outros dois ônibus de Belém (PA) para Curitiba (PR), onde os estudantes participariam de um congresso de informática. Por volta das 7h da manhã, o motorista Manoel Maria Lopes de Pina teria perdido o controle, batido na lateral de um caminhão e caído numa ribanceira.

As vítimas fatais foram identificadas como: Leonardo Lopes Couto, Felipe José Barros Amin, Darlyce de Lima Cavalcante, Ariane dos Santos Sinimbu, Wilson Louzeiro Evangelista, Ivana Dias Rosa, Renato Iori da Conceição, Thamirys dos Santos Oliveira, Sivaldo Miranda do Nascimento Júnior e Bruno Azevedo Amaral.
Ônibus caiu em ribanceira após bater na lateral de caminhão. Foto: Divulgação/Polícia Rodoviária Estadual

"Minha saudosa filha", assim relembra seu José quando fala de Thamirys, que completaria 27 anos no dia 14 de julho. "Eu quero justiça. Sete anos se passaram e o verdadeiro responsável pela morte desses jovens ainda está solto, sem pagar pelo o que fez", diz o técnico da Universidade Federal do Pará (UFPA). Mesmo após os anos, a família da jovem clama por justiça, assim como as outras nove que perderam seus entes queridos.

Após as investigações do acidente, os laudos da perícia confirmaram que o motorista estava em velocidade maior que a permitida na via. A Justiça do Paraná condenou Manoel Pina à pena de quatro anos, 11 meses e 15 dias em regime semiaberto por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O acusado permanece foragido.
Thamirys dos Santos Oliveira, uma das vítimas do acidente. Foto: Arquivo Pessoal

O proprietário da Fantasy Turismo, Alexandre Rocha, afirma que a empresa cumpriu com todas as obrigações cíveis do processo. “A Fantasy, na época, fez tudo o que estava ao alcance. Mesmo com a falência da nossa seguradora, fizemos todas as indenizações às famílias das vítimas. Honramos toda a nossa parte cível em respeito e compromisso com os que perderam seus entes queridos”, diz.

Quanto ao motorista, o empresário confirma que não tem informações sobre o paradeiro. “O motorista foi condenado e está foragido. Ele não faz mais parte da nossa equipe de funcionários há tempos, não temos mais contato algum dele”, afirma. Em memória das vítimas, a empresa relembra a fatalidade todos os anos. “Sete anos se passaram e eu, particularmente, nunca esquecerei de tudo o que vi e passei naquela época. Todos os anos, no dia 16 de julho, a gente para nossas atividades em qualquer lugar do Brasil em respeito às famílias”, declara Alexandre.

Qualquer informação sobre o motorista Manoel Maria Lopes de Pina, condenado a quatro anos, 11 meses e 15 dias em regime semiaberto pela imprudência que vitimou dez universitários paraenses, deve ser informada ao Disque Denúncia 181. A ligação é anônima.

Fonte Roma News

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