Após massacre em presídio de Altamira, os olhos do mundo estão voltados para o Pará

Com a morte de 57 detentos, a tragédia no presídio de Altamira já é a maior registrada este ano em penitenciárias brasileiras. Em toda a história, só perde para o massacre do Carandiru que causou 111 mortes.

Segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), pelo menos 16 detentos foram decapitados durante o confronto entre as facções rivais; os demais teriam morrido por asfixia quando colchões foram queimados dentro do pavilhão isolado para tentar conter a rebelião. Com tanta violência, o assunto virou notícia nos principais jornais pelo mundo.

The New York Times

O The New York Times, dos Estados Unidos, publicou na segunda-feira, 29, a matéria intitulada “Prison riot leaves 52 dead in northern Brazil” que traduzida significa “Motim prisional deixa 52 mortos no norte do Brasil”. O jornal criticou a superlotação dos presídios brasileiros, apontada como um problema que intensifica as causas dos confrontos.

“O confronto no estado do Pará foi o mais recente surto mortal de violência nas prisões superlotadas e sujeitas a tumultos no Brasil, que viram um aumento na população nos últimos anos sem investimento para igualar” publicou o jornal americano.

Corriere della sera

O jornal italiano Corriere della serapublicou na manhã desta terça-feira, 30, a matéria intitulada “Brasile, scontro tra gang rivali in carcere: 57 vittime, 16 delle quali sono state decapitate”, que significa em português “Brasil, confronto entre gangues rivais na prisão: 57 vítimas, 16 foram decapitadas” relacionando a matança com prestação de contas entre facções criminosas.

DW

O portal de notícias alemão publicou na segunda-feira, 29, a matéria intitulada “Mehr als 50 Tote bei Kämpfen in brasilianischem Gefängnis”, que significa “Mais de 50 mortos em combates na prisão brasileira”. O jornal afirmou que muitas penitenciárias brasileiras são chefiadas por facções criminosas e chamou atenção para a superlotação dos centros de recuperação.

“As prisões do maior país da América do Sul estão extremamente superlotadas. Atualmente, há pelo menos 708 mil presos nas prisões, com capacidade total para apenas cerca de 416 mil presos. Segundo as autoridades, Altamira estava superlotado em cerca de metade. O presidente de direita Jair Bolsonaro anunciou que iria apertar os controles nas prisões e construir novos centros de detenção” informou o portal DW.

Fonte Roma News

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