Já ouviu falar sobre fuga de energia? A Celpa explica.

Fuga de energia pode aumentar em até 50% a conta de luz

O problema está relacionado a instalações elétricas deterioradas, emendas de fios desencapados e a eletrodomésticos em mau estado

Situações em que o esforço para economizar energia elétrica não é recompensado com uma conta de luz mais barata, podem estar relacionadas ao fenômeno chamado "fuga de energia". Esse problema está diretamente ligado a falhas nas instalações elétricas internas, como problemas nos isolamentos das fiações do imóvel e em equipamentos antigos, como geladeira, ar condicionado e chuveiro elétrico. De acordo com especialistas, essa anormalidade pode influenciar em um aumento de até 50% na fatura.

O engenheiro eletricista da Celpa, Francisco Tiago Oliveira, explica que por menor que seja a fuga, ela já pode fazer a diferença no consumo mensal. “Uma fuga mínima de corrente em uma residência com instalação elétrica de 127 volts, pode representar um aparelho elétrico ligado 24 horas por dia. Isso com certeza vai gerar desperdício de consumo e um aumento significativo na conta de energia desse cliente”, explica Tiago.

É importante que o consumidor fique atento a alguns fatores que caracterizam a fuga de energia, como emendas de fios desencapados, fios não adequados para o tipo de instalação ou com isolação desgastada pela ação do tempo e até mesmo eletrodomésticos defeituosos.

A geladeira é um exemplo de eletrodoméstico que pode se tornar vilão, pois se houver fuga de energia, onde o consumo do aparelho pode aumentar em até sete vezes.

*COMO IDENTIFICAR* – As instalações elétricas internas do imóvel não são de responsabilidade da Celpa. Então o ideal é chamar um profissional eletricista habilitado para fazer a vistoria na fiação da residência. Um teste fácil consiste em desligar todos os eletrodomésticos e verificar se o medidor continua registrando consumo. Em caso positivo, após esse procedimento é necessária uma avaliação para identificar o ponto da fuga de energia.
O vazamento de corrente, como também chamado, é comum em instalações elétricas antigas ou que não foram corretamente dimensionadas e foram criadas para suportar o uso de poucos equipamentos. “Nós orientamos que para evitar esse tipo de problema e surpresas na conta de luz, seja feita revisão nas instalações elétricas a cada 10 anos, no mínimo”, afirma Francisco Tiago.

*CUIDADO COM A SEGURANÇA* – Além de aumentos na conta de luz, a fuga de energia pode alavancar outros perigos. As paredes que esquentam próximo dos interruptores e tomadas ou aquelas que costumam dar choque quando tocadas indicam uma possível fuga de corrente e elevam o risco de perda de equipamentos e incêndios.

Fonte Ascom Celpa 

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