Mãe de adolescente que morreu no HMS após aborto diz à polícia que não sabia da gravidez; padrasto sumiu

As investigações acerca da morte da adolescente Katherine da Silva Ferreira, de 16 anos, e do suposto abuso sexual por parte do padrasto Ted Jorge Ferreira Moreira, 33 anos, continuam. Na segunda-feira (5), o delegado Erik Petersson, de Mojuí dos Campos, oeste do Pará, ouviu Lene Pereira, mãe da menina, que informou que não sabia da gravidez da filha, que morreu após um aborto. Disse também não saber se a filha foi abusada pelo padrasto.

O depoimento de Lene Pereira ao delegado Erik Petersson durou cerca de duas horas. “A mãe diz que não tem nenhuma informação a respeito de abuso sexual. Contou que na sexta-feira (2) por volta das cinco e pouco da tarde, seu marido saiu para levar a enteada ao hospital. A menina estaria com fortes dores de cabeça. Inclusive, ele falou para a esposa que Katherine estava com infecção urinária. A menina deu entrada no PSM”, relatou o delegado.

Ainda segundo Erik Petersson, Lene contou que o marido a todo momento ligava para ela e informava que a menina estava bem, que havia sido medicada. Katherine ficou internada no PSM de sexta para sábado. A mãe relatou ainda que no sábado, por volta do meio-dia, disse ao marido que iria até o PSM para ver a filha, e quando chegou lá não o encontrou mais.

“Não sabemos do padrasto da menina. Ele está em local incerto e não sabido. A gente até precisa ouvi-lo para que ele conte a sua versão dos fatos”, ressaltou o delegado.

A mãe demorou bastante tempo até encontrar Katherine no Hospital Municipal Dr. Alberto Tolentino Sotelo, em Santarém. Quando encontrou, Katherine estava sendo entubada no setor de reanimação e segundo o que os médicos informaram, o risco de morte era muito alto.

“Segundo o relato da mãe, foi no hospital que ela tomou conhecimento de que a menina estava grávida, informada pelo médico e as enfermeiras que estavam fazendo o atendimento. Ela disse que fizeram uma ultrassonografia, que o feto já estava morto, fizeram também o exame Beta HCG que atestou a gravidez. A menina passou por uma cirurgia no hospital e infelizmente veio a óbito por volta das 22h50 de sábado”, disse Erik Petersson.

Perícias

Na manhã de segunda-feira, o delegado pediu várias perícias ao CPC Renato Chaves, de Santarém. Os peritos tiveram que levar o corpo de Katherine para o IML.

“A gente está esperando o resultado das perícias, mas de antemão posso dizer que as perícias já estão prejudicadas tendo em vista que a menina faleceu na noite de sábado, e só foram procurar a delegacia de Santarém para comunicar o fato na noite de domingo. As providências só foram tomadas na segunda-feira pela manhã e isso prejudica muito a perícia do CPC”, concluiu.

Fonte G1 Santarém 

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