MPF investiga construção de ponte sobre o rio Jamanxim para transportar madeira florestal

O Ministério Público Federal (MPF) investiga irregularidades na obra de uma ponte de mais de 300 metros de comprimento sobre o rio Jamanxim, em Itaituba, no sudoeste do Pará.

A obra em andamento foi mostrada em matéria da Rede Globo sobre as queimadas na região sul e sudeste do Pará, que sofre intensa pressão de madeireiros, garimpeiros e grileiros de terras públicas. O MPF entende que a ponte pode agravar ainda mais os conflitos ambientais nesta área, além de prejudicar a navegação no local.

A ponte está sendo construída às proximidades da comunidade Jardim do Ouro, no distrito de Moraes de Almeida e foi filmada pela de jornalistas que sobrevoou a área e acabou virando notícia nacional. Porém, o governo do Pará informou na matéria que não sabia da existência da construção.


Em reunião com o MPF no dia 9 de agosto, a Capitania dos Portos da Marinha do Brasil informou que a construção era irregular e que foi feita vistoria no local, constatando grave risco à navegabilidade do rio. A capitania informou também que o subprefeito do distrito de Moraes de Almeida, Valdecy de Araújo Martins, se apresentou como responsável pela ponte e disse que a obra foi feita com recursos doados por empresários locais, mas que esperava receber recursos da prefeitura de Itaituba.



A obra está sendo construída pela empresa MJ Rifel Ltda e não tem licenciamento da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas).

No entanto, o prefeito de Itaituba, Valmir Climaco deu declarações à imprensa onde confirmao que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente concedeu licença para a obra, mesmo sendo uma área estadual.

Para concluir as investigações, o MPF enviou pedidos de informações às secretarias estadual e municipal de Meio Ambiente, à prefeitura de Itaituba, à Agência Nacional de Águas (ANA), ao Instituto Nacional do Meio Ambiente (Ibama) e à construtora responsável. Além da ilegalidade da obra, o MPF investiga se há recursos públicos empregados na ponte.

Com informações do MPF

Nenhum comentário