Pará é responsável por 82% do desmatamento da bacia do Rio Xingu entre maio e junho

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Com 18 mil hectares de floresta destruídos entre maio e junho de 2019, o Pará foi responsável por 82% do desmatamento ocorrido em unidades de conservação na bacia do rio Xingu. O Mato Grosso, que aparece em segundo lugar, respondeu por 18%. O município paraense de Altamira, onde fica a hidrelétrica de Belo Monte, foi o município que mais provocou desmatamento.

Os dados são do Sirad X, boletim publicado a cada dois meses pela Rede Xingu+, que agrega 24 organizações ambientalistas e indígenas. Além de compilar imagens de satélite, o sistema usa radares que permitem detectar o desmatamento mesmo em períodos chuvosos do ano.

Segundo o boletim, a unidade de conservação mais impactada foi a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, palco de 38% de todo o desmatamento ocorrido na bacia no bimestre. O levantamento aponta que a reserva já perdeu 36% de suas florestas, o que os autores atribuem à "ausência de zoneamento que defina as áreas destinadas à conservação" e à "falta de operações de fiscalização e monitoramento”.

O desmatamento em unidades de conservação na bacia nos Estados do Pará e Mato Grosso, cresceu 44,7% entre maio e junho de 2019 em comparação com o mesmo período do ano anterior, reforçando a tendência de alta no desflorestamento da Amazônia e ampliando as pressões sobre um dos principais corredores ecológicos do bioma.

O boletim diz ainda que, entre janeiro e junho deste ano, a região perdeu 68.973 hectares de floresta - área equivalente à cidade de Salvador. A bacia do Xingu abriga 26 povos indígenas e centenas de comunidades ribeirinhas. A região tem tamanho comparável ao do Rio Grande do Sul.

Quando se compara o desmatamento de maio e junho no Xingu com o do bimestre anterior, o aumento foi de 81% para toda a bacia e de 405% para unidades de conservação.

Com informações do UOL


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