Peritos criminais aguardam negociação com Helder Barbalho para evitar paralisação geral

Peritos Criminais do Pará estão à espera de uma séria conversa com o governador Helder Barbalho. Isto, pois, há 20 anos não há reestruturação salarial, segundo o presidente da associação dos peritos, Erico Nery.

Em um manifesto por escrito, os peritos criminais, peritos médico-legistas, peritos odontolegistas e auxiliares técnicos de perícias solicitam uma reunião com o governador para expor os problemas vividos pela classe há anos. “No ranking nacional, estamos na 25ª pior posição, amargando 50% de perdas salariais nos últimos 20 anos”, diz o manifesto.

No Pará, há 357 peritos oficiais e 63 auxiliares técnicos de perícias para um total de 8,5 milhões de habitantes. Por ano, são produzidos, em média, 70.000 laudos. “Esse quantitativo de Peritos Oficiais e Auxiliares Técnicos de Perícia é muito abaixo do ideal, diante do aumento da criminalidade de maneira geral e, em especial, da criminalidade violenta que assola a nossa sociedade”, afirma.

Em entrevista ao Portal Roma News, Erico Nery afirmou que, por mais que esteja havendo investimentos na infraestrutura da perícia criminal, falta atenção para os profissionais que executam os trabalhos. “Estamos enfrentando perdas históricas para a nossa classe. Há 20 anos, vivemos isso. A gente precisa de investimento para o ser humano que opera essa infraestrutura”, disse.

Sobre a possibilidade de greve, Erico não descarta. “A greve sempre é o último recurso num momento de negociação. Para pensarmos nisso, temos que esgotar todas as possibilidades. Temos que ouvir o governador primeiro”, declarou.

A associação dos peritos criminais pretende, pelo menos, garantir uma agenda com Helder Barbalho para explanar a situação. Caso não ocorra ou não haja negociação, em assembleia, será definida uma paralisação de 24 horas.

Fonte Roma News

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