Curso de medicina da Uepa em Santarém pode parar e alunos apelam ao governo

Alunos do curso de medicina da Universidade do Estado do Pará (Uepa) de Santarém denunciaram nesta semana a falta de professores na instituição. Eles relatam que a coordenação tem feito muito esforço para "tapar os buracos".

O Centro Acadêmico de Medicina da Uepa publicou uma nota de repúdio nas redes sociais em que denuncia a não contemplação de vagas para o Campus de Santarém no Edital 74/2019 para contratação de professores.

"Neste ano de 2019, ficou insuportável a conjuntura e algumas matérias ficam, inclusive, sem serem cursadas adequadamente", denuncia o presidente do Centro Acadêmico, Gabriel Ribas.

Por conta da ausência de professores, para os acadêmicos, não há como o curso de medicina continuar fazendo vestibular para novas turmas.

"Um dos medos que ficam disso é: será que os alunos aprovados no próximo Prosel (listão) conseguirão ingressar no curso? Ora, se não se é possível sequer manter os alunos que já se tem, conseguir-se-á manter novos?! Que esta reflexão fique aos milhares de vestibulandos que prestarão o Enem 2019 e sonham com a vaga na UEPA, assim como aos seus milhares de familiares, que muitas vezes desdobram esforços absurdos para manter este sonho em seus amados vestibulandos- sonho que pode ser adiado pela má administração pública", questiona a nota.

"Este descaso com a educação e saúde pública é culpa da Assembleia Legislativa do Estado do Pará e, sobretudo, é culpa do Governo do Estado do Pará. Hoje, a Uepa não consegue dispor o mínimo de qualquer sistema educacional, os professores, aos discentes que existem nesta Universidade", reclamam os alunos.

"Ao Governador Helder Barbalho, à Reitoria da UEPA e à ALEPA, fica o pedido (e desafio): prove-nos que estamos enganados; prove-nos que estão engajados! Sejam, de fato, o Governo Por Todo O Pará e publiquem um concurso público com os percalços que Santarém (e os demais interiores) precisa. Respeitem o interior", pede o Centro Acadêmico.

O Portal Roma News entrou em contato com a instituição e aguarda respostas.

Fonte Roma News

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