Doutor Macedo não cometeu crime algum. O aluguel foi de pessoa física, diz líder do governo

Jonas Palheta, vereador do PSD, é líder do governo na Câmara de Vereadores
Líder do governo na Câmara de Vereadores de Belterra, oeste do Pará, Jonas Palheta (PSD) declarou que o prefeito Doutor Macedo (DEM) “não cometeu nenhum crime” ao alugar um de seus imóveis a uma empresa, para construção de terminal de combustível no local.

O contrato,cuja cópia foi obtida pelo blog por uma fonte que pediu para não ser identificada, foi acertado entre o prefeito e a Administradora de Bens de Infraestrutura, de Recife, em outubro de 2017. O imóvel fica dentro da APA (Área de Proteção Ambiental) Aramanaí, às margens do rio Tapajós — entre as praias de Porto Novo e Cajutuba.

Jonas Palheta, alcançado pelo blog nesta quinta-feira (10), disse que o Dr. Macedo lhe assegurou que não existe nenhum irregularidade no contrato, pois se trata de um negócio particular, “de pessoa física”.

Relatou ainda que a denúncia do blog tem viés político, pois o vereador Júnior Rocha (MDB), opositor do prefeito, já circulava na cidade com cópia do contrato há cerca de uma semana, mostrando-o a várias pessoas, inclusive o atual presidente da Câmara, Serjão (DEM).

Rocha é pré-candidato a prefeito de Belterra no pleito do próximo ano.

A APA antes e depois da redução e o imóvel do Dr. Macedo (DEM)
Sessão que reduziu a APA
Jonas foi um dos 10 vereadores que participou da sessão da Câmara, em maio de 2017, que aprovou por 9 votos a 1 o projeto de lei de iniciativa do prefeito que reduziu em 20% o tamanho da APA de Aramanaí. O parlamentar votou favorável à matéria.

Com a redução, o terreno do Dr. Macêdo na comunidade de Samaúma — 200 metros de frente por 600 metros de fundo — ficou fora dos novos limites da reserva ambiental.

O contrato foi fechado com a empresa de Pernambuco 5 meses após a sessão dos 9 a 1 na Câmara.

Contraponto
A assessoria do prefeito, procurada pelo blog desde a primeira matéria sobre esse caso, tem optado por não se manifestar. Júnior Rocha confirmou o relato de Jonas Palheta, mas frisou que se limitou a mostrar “os documentos” apenas a alguns de seus pares na Câmara, por conta da “gravidade dos fatos”.

“Esse documento foi deixado no meu gabinete há uns 7 dias, e ainda estou apurando a autenticidade dele, já que, pelo seu conteúdo, o ato praticado é muito grave”, disse.

“Como o vereador Jonas [Palheta] é o líder do governo, o procurei para lhe mostrar o documento e avaliar a gravidade. Na ocasião, o vereador Ulisses Medeiros também estava junto, olhou, avaliou e disse que se fosse autêntico [o contrato], o caso seria muito grave”.

Fonte Blog do Jeso Carneiro 

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