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Direção do MPPA afirma que não compactua com ato de preconceito ou discriminação

Ouvidor-geral do MPPA justificou a escravidão: 'índio não gosta de trabalhar'

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) repudiou o teor do áudio, que circula nas redes sociais, após palestra que o ouvidor-geral do órgão, procurador de justiça Ricardo Albuquerque da Silva, afirma que

os indígenas não gostam de trabalhar, por isso, houve escravidão no Brasil.

Em nota, o MPPA afirma que não compactua com o teor da palestra do procurador, referentes à questão racial de negros e índios, e que "reflete tão somente a opinião pessoal do referido membro da instituição".

Além disso, a direção do MPPA afirma que tem trabalhado "para assegurar a implementação de políticas públicas para garantir às populações negras e indígenas a efetivação da igualdade de oportunidades".

Uma das ações foi realizada dia 20, evento em alusão ao Dia da Consciência Negra, que reuniu ONGs e a sociedade civil num debate sobre discriminação racial e religiosa no Brasil. "O órgão também vem implementado políticas afirmativas no âmbito da própria instituição como, por exemplo, a decisão do Colégio de Procuradores de Justiça (CPJ), em abril deste ano, de incluir cotas para estudantes quilombolas nas seleções de estagiários de nível superior realizadas pela instituição".

Prossegue a nota, afirmando que a instituição também tem fiscalizado e cobrado ações afirmativas, "fiscalizando os programas e medidas especiais adotados pelo Estado e pela iniciativa privada para a correção das desigualdades raciais e para a promoção da igualdade de oportunidades".

E conclui, afirmando que "finalmente, este órgão reafirma não compactuar com qualquer ato de preconceito ou discriminação a grupos vulneráveis da sociedade".

Roma News 

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