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Pará concentra 75% do desmatamento em terras indígenas no Brasil

Com mais de 100 mil km² de floresta derrubada, terra indígena Ituna/Itatá é a mais afetada
Uma análise do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgada nesta quinta-feira, 28, demonstra que os territórios indígenas, no Brasil, tiveram 423,3 km² desmatados entre agosto de 2018 e julho de 2019. O número representa um aumento de 74% do que foi verificado no período anterior (242,5 km²).

O Pará concentra a maior parte dos territórios atingidos. As cinco primeiras áreas indígenas mais desmatadas do país estão localizadas no estado, o que representa 75% do que foi desmatado em todos os territórios indígenas. Juntas, essas cinco terras perderam 320,03 km², área um pouco maior do que a da cidade de Fortaleza.

Dentro do estado, a terra Ituna/Itatá foi a mais afetada pelo desmatamento. A área no topo do ranking do desmate abriga um povo isolado. Ela teve 119,92 km² de floresta suprimidos, o que corresponde a 28,33% de todo o desmate nas áreas indígenas do país.

Mesmo com a alta em relação ao ano anterior, as terras indígenas representam apenas 4% do total que foi desmatado.

O Prodes, que apresenta a taxa oficial de desmatamento na Amazônia Legal, divulgou na segunda-feira, 18, seu balanço anual: 9.762 km² de desmate. Uma semana depois, no dia 25, a taxa foi revisada para 10,1 mil km² – ela ainda deve ser refinada outras vezes até a divulgação do balanço final, o que deve ocorrer em 2020.

Fonte: G1

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