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Pará é o segundo estado com maior número de trabalhadores sem carteira assinada

O Pará fechou o terceiro semestre de 2019 na posição de segunda maior proporção de pessoas ocupadas ser carteira de trabalho assinada no setor privado. Com 49,9% dos trabalhadores nessa condição, o estado fica atrás apenas do Maranhão, que registrou percentual de 50,1% no mesmo período.

Isso significa que de cada 10 ocupados como empregado do setor privado no estado, cerca de cinco desses não possuíam carteira assinada no terceiro semestre de 2019. É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) trimestral, que acaba de ser divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (Ibge), quanto às condições do mercado de trabalho no período de julho a setembro deste ano.

A taxa de desocupação no Pará foi de 11,2%, ficando 0,3% acima da verificada no mesmo período de 2018 (10,9%). Em relação ao segundo trimestre de 2019 (11,2%), esse indicador também mostrou estabilidade. Traduzidos em números absolutos, o Pará fechou o terceiro trimestre em tela com 437 mil pessoas desocupadas e 3.470 milhões de ocupadas. A taxa de desocupação das mulheres foi de 14,8%, totalizando 235 mil mulheres; enquanto a dos homens foi de 8,7%, perfazendo 202 mil homens.

Dentro da população ocupada, 1.240 milhão de pessoas trabalhavam por conta própria, correspondendo a 35,7%, segundo maior percentual do país, sendo que a maioria – 1.164 milhão – sem Cnpj. Destaca-se também que entre as pessoas ocupadas no Pará 3.470 milhões, apenas 38,9% eram mulheres 1.351 milhão.

O rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas no Pará fechou setembro em R$ 1.551, abaixo do valor médio aferido no mesmo período do ano passado que foi de R$ 1.574.



Informalidade atingiu 2,32 milhões de pessoas

O Pará encerrou o terceiro trimestre com 2.204 milhões (63,5%) de pessoas na informalidade, situação caracterizada principalmente pela ausência de direitos trabalhistas. Estão inseridos nesse grupo os empregados do setor privado e trabalhadores domésticos sem carteira assinada, empregadores e trabalhadores por conta própria atuando sem Cnpj e os trabalhadores sem remuneração (em ajuda no trabalho de algum membro do domicílio ou parente).

O principal responsável pelo aumento da informalidade no período foi o grupo de empregados do setor privado sem Cpnj, o qual aumentou 6,6% e registrou 608 mil pessoas trabalhando nesta condição no terceiro trimestre de 2019.



Comércio paraense é o setor que mais empregava pessoas em 2019



No Pará, a principal atividade foi o Comércio, responsável por empregar 754 mil pessoas no terceiro trimestre de 2019. No ranking nacional, dentro da atividade “comércio”, o Pará está em oitavo lugar. Ficaram em primeiro lugar São Paulo com 3,9 milhões de pessoas e em último lugar Roraima com 47 mil pessoas.

Atividades administrativas, agricultura e indústria geral

Além do comércio, outras atividades se destacaram pela concentração da população ocupada. A segunda maior atividade que empregou mais paraenses no terceiro trimestre foi administração com 596 mil pessoas ocupadas nesse setor. Já a agricultura registrou 586 mil pessoas, enquanto que a indústria ocupava 358 mil pessoas. Alojamento e alimentação com 180 mil pessoas, outros serviços com 170 mil pessoas e transporte, armazenagem e correio com 169 mil pessoas foram as atividades que absorveram o menor número de pessoas.

Fonte: IBGE

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