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No Pará morrem em média 3 pessoas por dia em decorrência da Aids

O estado é o segundo no ranking nacional de mortes por Aids
No Dia Mundial de Lutra contra a Aids, os dados do Pará apresentados ao Ministério da Saúde (MS) não são nada animadores, e apontam que o estado tem em média três mortes por dia em decorrência da Aids. O Pará é o segundo estado brasileiro com maiores índices de mortes de pessoas pela doença, ficando atrás apenas do Rio Grande do Sul, que tem em sua capital, Porto Alegre, a maior mortalidade por Aids no Brasil, pelos dados registrados até o primeiro semestre deste ano.

As causas, segundo o MS, são falta de informação, descuidos e principalmente o abandono ou negligência do tratamento. Nos últimos 14 anos, mais de sete mil pessoas morreram por complicações decorrentes da Aids no Pará. Este ano, no primeiro semestre, foram mais de 400 mortes causadas pela doença no estado. Os dados são repassados pelo Secretaria de Saúde do Pará ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do MS.

As vítimas são pessoas que estavam em tratamento mas abandonaram ou negligenciaram, e ainda pessoas que obtiveram diagnóstico tardio da doença. É na capital, Belém, que estão as maiores taxas de notificação de casos de Aids no Pará, e também a mais alta taxa de mortalidade registrada. Entre 2006 e 2019 morreram 2.781 pessoas com Aids só na capital paraense.

A capital também receba muitos pacientes do interior do estado para tratamento na Unidade de Referência em Doenças Infecciosas e Parasitárias Especiais (URE/Dipe) e no Hospital Universitário João de Barros Barreto, referência em infectologia no Pará.

Outras cidades com altas taxas de registros de mortes são, respectivamente, Ananindeua (703 mortes), Marabá (313), Santarém (194), Marituba (183), Castanhal (160), Parauapebas (158), Itaituba (123), Bragança (119) e Tucuruí (105). Desde o surgimento da epidemia de Aids, há pouco mais de 30 anos, o Pará já soma 11.621 casos da doença.

Idosos – Outra preocupação no Pará é com o crescimento dos casos de Aids na população idosa. Com a vida muito mais ativa na fase a partir de 60 anos, incluindo a vida sexual, a maioria das pessoas idosas não está atenta aos riscos do sexo sem a devida proteção. No Pará, cerca de 4% a 5% da população acima de 65 anos são portadores do vírus HIV, um aumento de aproximadamente 103% nos últimos 5 anos.

Segundo o MS, as principais causas são e sexo sem proteção e alto número de pessoas sexualmente ativa acima dos 50 anos, percentual que dobrou na última década, e que atualmente chega a 80% dos adultos entre 50 e 90 anos com vida sexual ativa.

Essa, segundo o MS, é uma geração que não cresceu convivendo com as campanhas pelo uso preservativo. Além disso, entre as mulheres contaminadas, a negligência ao preservativo se dá principalmente porque, sem a preocupação de gravidez por conta da menopausa, as mulheres acabam negligenciando o0s cuidados com a prevenção ao HIV/Aids.

Fonte: Sinan/Ministério da Saúde

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