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Educação fica sem comando no início do ano letivo no Pará

Coincidindo com o primeiro dia de aula na rede estadual de ensino, ocorrido ontem, dia 3, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) perdeu seu comando, conforme a publicação do Diário Oficial do Estado (DOE) com as exonerações da então secretária Leila Freire e sua adjunta, Ana Paula Fernandes Renato.

Como interino da Seduc foi designado Parsifal Pontes, que, com a nomeação para a maior secretaria do estado, torna-se praticamente onipresente, uma vez que já acumula a chefia da Casa Civil e da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo do Pará.

Nos bastidores da política a informação confirmada por vários correligionários do governador Helder Barbalho é de que ele, que não andava muito contente com a gestão da Seduc, aproveitou a intenção de Leila Freira em candidatar-se nas à prefeitura de Benevides nas eleições de outubro próximo e adiantou a saída da secretária, que é tida por todos como pessoa da confiança do governador, tendo sido secretária de educação quando Barbalho foi prefeito de Ananindeua.

Na saída a ex-secretária deixou uma carta de despedida do cargo, agradecendo ao governador Helder Barbalho pela oportunidade e transformando o que de início parecia uma espécie de balanço em uma previsão para o futuro, com frase visionárias como “O 2020 será um ano estruturante para 2021”, ou ainda que “na busca pela requalificação da educação no Pará teremos ações voltadas para melhorar a capacidade de gestão da Seduc, investimentos específicos para a recuperação das estruturas físicas e ambiência das escolas”, ou seja, o texto da ex-secretária diz nas entrelinhas muito do que ainda precisa ser feito.

Descaso - Não por acaso, também no primeiro de dia de aulas, alunos, pais e professores da Escola Estadual de Ensino Fundamente e Médio José Alves Maia (JAM) protestam desde o primeiro dia de aulas pedindo a estrutura básica para que se possa estudar na escola.

Com matagal entre as salas de aula, com banheiros sem porta e sem ventiladores para conter o calor e dar um conforto mínimo a professores e estudantes, a comunidade escolar fez protesto na segunda-feira, 3, e nesta terça –feira, 4, quando um grupo de pais e responsáveis ocuparam parte da avenida avenida Senador Lemos, no bairro do Telégrafo, onde fica a escola, que pelas condições não recebeu a visita do governador, propagada nos materiais de divulgação do governo do Estado.

Fonte Roma News

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