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Major da PM é acusado de receber dinheiro de bancos para transportar valores em viaturas

A Justiça Militar recebeu uma denúncia da 2ª promotoria contra o major da polícia militar Waldemar Wallace Figueiredo das Neves, por corrupção passiva. Segundo as acusações, o major recebia valores para permitir que o transporte de dinheiro para bancos fosse feito na viatura da polícia.

O promotor da 2ª promotoria, Armando Brasil, foi quem recebeu a denúncia contra o major Waldemar, e encaminhou a justiça. As acusações partiram de denunciante anônimo, que relatou a promotoria diversas condutas praticadas pelo oficial da PM, no ano de 2018.

Na época, segundo o denunciante, o major utilizava o cargo de comandante da 10º Companhia da PM, em Capitão Poço, para fazer o serviço de transporte de valores aos bancos, pelo menos duas vezes por semana, recebendo cerca de R$ 800,00 por vez, além do pagamento de aluguel da residência onde morava, no valor de R$ 2.500,00, por parte de empresários da região.

Ainda de acordo com a denúncia, o major Waldemar coagia os policias que se recusassem a entrar no esquema, além de proteger os parceiros cobrindo faltas. O major ainda é acusado de cobrar R$ 100 por cada policial que trabalhasse fazendo segurança em eventos na cidade, e de pedir doações de empresários para a reforma do quartel.

Corregedoria da PM recebeu as denúncias, e documentos apresentados, abrindo inquérito, para ouvir os policiais da 10ª CIPM. Em depoimento, os cabos Geferson Coelho da Silva e Elton Nazaré Vinhas; o soldado Phellipe Carvalho Coimbra e o 3º sargento Adailson Teixeira confirmaram que o major determinava que os policiais militares subordinados a ele realizassem o transporte de valores entre instituições bancárias e, e que fizessem nas próprias viaturas policiais.

Além disso, os policiais militares confirmaram que todos sabiam que o major recebia dos bancos, mas que no momento em que se recusaram, foram punidos com escalas para guarda do quartel e com escalas com menos folgas.

Os gerentes da agência do Banpará de Capitão Poço, Raimundo Policarpo da Silva e Nilda Helena da Costa confirmaram o transporte dos valores e o pagamento ao oficial.

As demais acusações seguem sendo investigadas, e o acusado será ouvido pela Justiça Militar. O crime de corrupção passiva está descrito no Art. 308, e a pena aplicada é de dois a oito anos de reclusão.

Fonte Roma News 

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