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Pré-candidatos à prefeitura de Belém disputam apoio de caciques políticos

No PSDB, Simão Jatene é o mais cotado para a sucessão de Zenaldo Coutinho. Apoio de Helder Barbalho ainda é indefinido
As convenções partidárias para escolha de candidatos que vão concorrer às eleições municipais deste ano de 2020 devem ser realizadas do período de 20 de julho a 5 de agosto, conforme determina a Resolução Nº 23.606/2019 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Porém, os pré-candidatos já se movimentam desde 2019, na tentativa de serem escolhidos pelos caciques dos grupos políticos locais. Na capital paraense, as pesquisas realizadas até novembro de 2019, apontam que há quatro grupos políticos na disputa pela preferência do eleitorado.

Os grupos políticos se dividem em aliados do atual prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB); aliados do governador Helder Barbalho (MDB); aliados do ex-prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (Psol), além do grupo político de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas que foi eleito pelo PSL.

De acordo com o cientista político Edir Veiga, no primeiro turno da eleição municipal em Belém a tendência é que a disputa seja entre os grupos políticos, mas na campanha de segundo turno, é provável que as alianças sejam aglutinadas por blocos, conforme a aproximação partidário-ideológica.

A novidade dos últimos dois meses foi o surgimento do nome do ex-governador Simão Jatene (PSDB) que, se aceitar a disputa para a prefeitura de Belém, terá pela frente um partido com muitos problemas internos. Porém, é o principal nome tucano já que muitos apostam na sua liderança e nas obras realizadas em suas três administrações como governador do estado, como trunfo para fazer frente ao adversário que virá do MDB, partido que tem a máquina estadual nas mãos.

Também no grupo do PSDB constam o deputado federal tucano Celso Sabino; o atual presidente da Câmara de Vereadores de Belém, Mauro Freitas (PSDC), que seria o nome apoiado por Zenaldo Coutinho, porém com reação contrária dentro da legenda por ser de outro partido; além dos aliados do antigo PPS, atual Cidadania, deputado estadual Tiago Araújo e ex-deputado Arnaldo Jordy.

Jordy afirma que a pretensão da legenda é ter candidato próprio, mas se Simão Jatene sair candidato, o provável é que o Cidadania mantenha a aliança com o PSDB e abra mão de candidatura para apoiar o líder tucano.
O deputado federal Edmilson Rodrigues (Psol) deverá sair candidato a prefeito em aliança com o PT no primeiro turno. Neste caso, o PT abriria mão de disputar com candidatura própria pela primeira vez, desde que a legenda foi criada em Belém, na década de 1980.

Veiga afirma que as projeções apontam que Edmilson Rodrigues é o nome que vai para o segundo turno da eleição. Porém será derrotado pelo grupo político adversário que prosseguir na disputa, seja do MDB ou PSDB.

O Grupo do MDB, apesar de forte com a máquina estadual em mãos, também não tem definição ainda. Sem ter se filiado a nenhum partido até o momento, apesar de ter se tornado secretária Estadual de Cultura de Helder Barbalho, Úrsula Vidal seria um nome forte para a disputa, pois obteve quase 20% dos votos dos eleitores de Belém na eleição de 2018 para o Senado Federal, que disputou pelo Psol.

Porém, segundo Veiga, a grande dúvida é se o governador Helder permitirá esta candidatura. "Helder está numa sinuca de bico. Ou derrota uma candidatura advinda do Zenaldo no primeiro turno ou terá de engolir outro tucano em 2020", estima o cientista político.

No mesmo grupo do MDB, está o vice-prefeito de Belém, Orlando Reis, que de aliado do prefeito Zenaldo Coutinho, virou adversário na campanha estadual de 2018, quando pulou do barco para apoiar a candidatura emedebista. Ex-vereador de Belém por quatro mandatos, Reis aposta que seu nome será o escolhido pelo governador para disputar a prefeitura de Belém.

Mas, o grupo de aliados de Helder tem outros nomes disputando sua preferência. O deputado Gustavo Sefer (PSD) também pretende disputar a prefeitura e com o aval dos caciques do MDB.

Outros que também disputam a preferência do MDB para brigar pelo cargo de prefeito de Belém, são Igor Normando (Podemos), que é da família do governador, e o deputado federal José Priante (MDB), também da família Barbalho e que já ficou em segundo lugar na disputa para a Prefeitura de Belém na eleição de 2008, quando foi derrotado por Duciomar Costa.

A mãe do governador, a deputada federal Elcione Barbalho (MDB), também aparece como um nome forte na disputa interna do MDB. Porém, Edir Veiga acredita que sua candidatura é improvável.
Já o grupo político dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, tem no nome do deputado federal Eder Mauro (PSL) como principal representante. O parlamentar aparece em todas as pesquisas realizadas como pré-candidato.

Outro nome é o do radialista Jeferson Lima (MDB), que já disputou a prefeitura de Ananindeua, perdendo para o atual prefeito reeleito Manoel Pioneiro (PSDB), mas que aparece nas pesquisas como pré-candidato a prefeito de Belém.
No tabuleiro da disputa eleitoral as pré-candidaturas estão postas, mas os partidos ainda têm até agosto para bater o martelo de quais nomes irão, de fato, para a disputa dos votos dos eleitores de Belém.

Blogdocarpê com informações Portal Roma News 

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