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Corpos de 4 vítimas do naufrágio terão que ser desenterrados para necrópsia

Foto divulgada pela Prefeitura de Almeirim mostra um dos primeiros corpos resgatados da área do naufrágio do navio Anne Karoline 3 no Sul do Amapá, no dia 29 de fevereiro de 2020 — Foto: Prefeitura de Almeirim/Divulgação

Quatro corpos de vítimas do naufrágio da embarcação Anna Karoline 3, ocorrido no dia 29 de fevereiro, no Sul do Amapá, terão que ser desenterrados. A Polícia Técnico-Científica (Politec) declarou nesta sexta-feira (6) que eles não passaram por necrópsia. As identidades das vítimas não foram divulgadas.

No último balanço feito pelo governo do Amapá, na quinta-feira (5), foi informado o resgate de 29 corpos (sendo que 20 foram identificados); 49 pessoas conseguiram sobreviver e que há 9 desaparecidos. Nesta sexta-feira acontece o 7º dia de operação de busca e resgate de vítimas no local.

No início do trabalho de resgate das vítimas, os governos do Amapá e do Pará decidiram que os corpos seriam avaliados pela Politec em Macapá, para podem ser liberados para as famílias.
Sede da Polícia Técnico-Científica (Politec) do Amapá, em Macapá — Foto: Maksuel Martins/Secom/Divulgação

O diretor-presidente do órgão, Salatiel Guimarães, detalhou que, como a morte não foi natural, o cadáver é obrigado a ser submetido à necrópsia, o que não foi feito com os primeiros corpos. Eles foram sepultados ainda no dia do naufrágio: 2 em Almeirim, um em Santarém, ambos no Pará, e um em Macapá.

"Esses corpos não fizeram necrópsia, então nós entramos em contato com o Secretário de Segurança Pública do Pará e ele fez o contato com as delegacias, com a Polícia Militar de Almeirim para que não se sepultasse mais corpos, e então mandassem todos esses corpos para a Politec. Por lei, todos os corpos terão que ser necropsiados", destacou Guimarães.
Enderson Gomes (de azul claro), perito criminal, e Salatiel Guimarães (de azul escuro), diretor-presidente da Politec no Amapá, falaram nesta sexta-feira sobre desenterro de corpos — Foto: Rede Amazônica/Reprodução
A Politec do Amapá também detalhou o estado em que os corpos são resgatados e como o trabalho de identificação é feito no local.

"Devido ao estado avançado de decomposição, muitas vezes pode não ser possível se identificar através das impressões digitais. Devido à falta de dados da arcada dentária, talvez não se possa identificar por essa metodologia também, aí terá que ser feito exame de DNA. A principal dificuldade vai ser que os parentes procurem a polícia técnica para fornecer material biológico para que possa ser feito o confronto", falou Enderson Gomes, perito criminal.
Buscas por vítimas do naufrágio do navio Anna Karoline 3, no Sul do Amapá — Foto: Prefeitura de Almeirim/Divulgação

Por isso, a Politec dividiu duas equipes para realizar a coleta de vestígios biológicos de familiares. Um grupo foi até o local do naufrágio, onde há parentes; e ainda uma dentro da própria polícia técnica. Para o DNA, a ordem de preferência é: pais, depois os filhos, avós e irmãos.

No local do naufrágio também há peritos que coletam informações sobre o local do acidente, para fazer a caracterização do local. Os dados serão usados nas investigações que apuram como o naufrágio ocorreu.

Blogdocarpê com informações  G1 Amapá 

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