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Profissionais que atuam no Hospital Abelardo Santos denunciam que não têm equipamentos de proteção ao coronavírus

Hospital é um dos referenciados pelo Ministério da Saúde em Belém para a Covid-19
Crédito: Agência Brasil.

Funcionários do Hospital Abelardo Santos, uma das unidades referenciadas pelo Ministério da Saúde para atendimento a casos de coronavírus na capital paraense, denunciam que até agora não chegaram na instituição os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), e que eles estão trabalhando sobrecarregados e com as mesmas luvas e máscaras comuns de atendimento.

"No momento em que o hospital está sendo referenciado para receber pacientes de coronavírus a situação de apreensão é muito grande entre a equipe de funcionários", afirma uma técnica em enfermagem.

A reforma e expansão da capacidade de atendimento do Hospital Abelardo Santos, que se localiza no distrito de Icoaraci, foi viabilizada na gestão Simão Jatene (PSDB), que deixou o governo estadual em dezembro de 2018, mas só foi inaugurado no segundo semestre de 2019, pelo atual governador Helder Barbalho (MDB).

A instituição é gerenciada pela Organização Social Santa Casa de Pacaembu e parte dos funcionários da limpeza e higienização, por exemplo, é terceirizada.
"De que adianta a secretaria de saúde criar uma área exclusiva para atender casos de coronavírus no hospital, mas os profissionais de saúde, que estão atendendo os pacientes não terem nem os equipamentos de proteção necessários? Estamos muito apreensivos aqui", conta outra enfermeira.

Eles criticam a atuação do governo e da O.S que recebe os recursos para administrar o hospital e dizem que não adianta inaugurar uma andar para receber os pacientes, se não der suporte pra equipe para atender com segurança as pessoas com suspeita de contaminação.

Até agora, afirmam os funcionários, não se pensou na saúde dos trabalhadores do Abelardo Santos. Eles se queixam que precisam de barreira de proteção, pois a insegurança pela falta de equipamentos adequados está causando estresse e ansiedade em muitos técnicos de enfermagem, enfermeiros, maqueiros, atendentes e até nos médicos.

Além disso, os profissionais afirmam que estão enfrentando problemas de cunho trabalhista, pois dizem que não estão recebendo pelos dias de folga, nem hora extra e que a situação foi denunciada ao sindicato das categorias envolvidas.

" O Hospital Abelardo Santos é o único que continua obrigando os profissionais a acionarem ponto biométrico, mesmo nessa pandemia de coronavírus. Isso é uma forma de insegurança, de irresponsabilidade com os trabalhadores", denuncia outro enfermeiro.
Outro problema sério são os descontos por atraso, que segundo os funcionários, chegam ao extremo de alcançar até mais de R$ 1 mil no contracheque de apenas um funcionário.

"Não nos pagam hora extra que somos obrigados a fazer e não negociam atrasos para compensar. A insatisfação no Abelardo Santos é generalizada", garante a enfermeira.

Em cerca de seis meses já houve demissão em massa no hospital, inclusive de médicos. No caso da enfermagem, cujo salário-base é de R$ 1,9 mil, após a demissão de um grupo de enfermeiros, as novas contratações foram abaixo da tabela, ficando em R$ 3,5 mil. "Eles estão demitindo para contratar por salário menor e isso tá gerando uma grande confusão, pois na mesma equipe pessoas têm salários diferentes, fazendo a mesma função", complementa a enfermeira.

Como a Assembleia Legislativa aprovou nesta sexta-feira, 20, o decreto de situação de Calamidade Pública no Estado do Pará, requerida pelo governo estadual, os profissionais do Abelardo Santos, aguardam que essa medida possibilite a agilização por parte da Secretaria Estadual de Saúde para disponilizar os EPIs adequados ao enfrentamento da Covid-19.

Fonte Roma News 

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