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Atracado em porto na Prainha, navio Anna Karoline III atrai curiosos; cenário é de guerra

Cenário é de guerra no interior do navio Anna Karoline III — Foto: Maurício Rebouças/TV Tapajós

Desde a noite de sexta-feira (10), o navio Anna Karoline III está em Santarém, oeste do Pará. Após a chegada ao município, a embarcação atracou em um porto no bairro Prainha, próximo de onde está sendo construído o terminal hidroviário, e está à disposição da empresa proprietária (Erlonav Transportes) após passar por perícia no estado do Amapá, onde naufragou no dia 29 de fevereiro deste ano matando mais de 40 pessoas entre adultos e crianças.

Na manhã deste sábado (11), dezenas de pessoas atraídas pela curiosidade estiveram no porto para ver de perto a embarcação que está bastante avariada, com ferro retorcido, forro arrebentado, coletes e colchões cobertos de barro, roupas espalhadas pelo convés. O cenário é de guerra, chega a ser assustador.

Se a presença do navio gera curiosidade para alguns, para outros causa horror e já existe uma movimentação por parte de taxistas, mototaxistas, vendedores ambulantes e estivadores que atuam no porto administrado pelo município, para que a embarcação seja retirada de lá.
Navio Anna Karoline III está tracado em uma balsa particular — Foto: Maurício Rebouças/TV Tapajós

O proprietário do navio Anna Karoline III, Erlon Rocha, esteve no porto na manhã deste sábado para ver de perto as condições da embarcação, mas não informou que providências a empresa Erlonav adotará, nem se pretende reformar o navio.

A embarcação passou por perícia no estado do Amapá e se ao final do inquérito instaurado pela Polícia Civil houver necessidade de mais perícias, a Capitania Fluvial de Santarém deverá ser informada para adoção de providências.

O naufrágio

O navio Anna Karoline III que havia sido alugado há poucos meses pela Erlonav Transportes para o empresário Paulo Márcio Simões Queiroz saiu por volta das 18h do dia 28 de fevereiro, do porto de Santana, no Amapá e tinha como destino a cidade de Santarém, no Pará. A viagem entre as duas cidades dura, em média 36 horas.

O naufrágio aconteceu na madrugada do dia 29 de fevereiro, próximo à Ilha de Aruãs e à Reserva Extrativista Rio Cajari, no Rio Amazonas, distante cerca de 130 km da capital Macapá. A dificuldade de acesso e comunicação no local, prejudicaram a comunicação com a Capitania dos Portos do Amapá.

O primeiro chamado por socorro foi feito pelo comandante Paulo Márcio, às 5h, mas a primeira equipe de resgate só teria chegado ao local por volta das 14h do dia 29.

Um inquérito foi aberto para investigar as causas do acidente. Para os passageiros que sobreviveram à tragédia, 46 no total, o excesso de cargas aliado ao mau tempo é a causa mais provável.

Fonte G1 Santarém

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