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Com aulas suspensas desde 17 de março, os estudantes ainda não receberam os alimentos prometidos pelo governo

O contrato de R$ 74 milhões sem licitação foi cancelado após denúncia na mídia
Desde a suspensão das aulas nas escolas da rede pública estadual de ensino, que as famílias dos estudantes de baixa renda aguardam para receber as cestas de alimentação prometidas pelo governador Helder Barbalho (MDB). As escolas estaduais suspenderam as aulas dia 17 de março, após o decreto de Calamidade Pública, assinado pelo governador, com a finalidade de conter o avanço do novo coronavírus.

Porém, após o portal Roma News divulgar que a empresa contratada pelo governo do Estado para fornecer cestas no valor de R$ 74 milhões era de pequeno porte e com uma sede fantasma em Ananindeua, o governo cancelou o contrato, que foi feito sem licitação sob a justificativa que precisava de emergência para distribuir os alimentos às famílias dos estudantes.

O contrato foi cancelado dia 31 de março e até hoje as famílias continuam aguardando para receber os alimentos. O governo estadual divulgou que 536 mil alunos da rede estadual de educação receberão alimentação.

Pelo conograma do Estado, na sexta-feira, 27, os estudantes da Região Metropolitana já receberiam as cestas de alimentos e a partir da segunda-feira, 30, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) divulgaria um cronograma de entrega para os demais municípios.

Porém, já se passou uma semana sem que as famílias tenham tido acesso ao benefício neste período de isolamento social, em que muitos pais e mães não têm como sair de casa para trabalhar e conseguir o alimento dos filhos.

Algumas cestas de alimentos chegaram a ser exibidas em um centro de distribuição montado em Ananindeua. O próprio governador e a secretária Estadual de Educação, Elieth Braga posaram para foto com os produtos, em cestas montadas pela Kaizem Comércio e Distribuição de Produtos Alimentícios.

Na segunda-feira, 6 a Seduc anunciou que começou um novo prazo de 72 horas para o recebimento de propostas das empresas interessadas em fornecer tíquete-alimentação às escolas da rede pública de ensino do Pará durante o período de suspensão das aulas. As propostas serão entregues até amanhã, quarta-feira, 8.

Segundo a secretária de Estado de Educação, Elieth de Fátima Braga, cada aluno será contemplado com um vale-alimentação, no valor de R$ 80, que poderá ser utilizado na aquisição de gêneros alimentícios nos estabelecimentos comerciais credenciados.

"A Seduc informa que após a assinatura do contrato, as empresas vencedoras deverão iniciar as entregas do vale-alimentação em até 10 dias nas escolas da Região Metropolitana de Belém, e em até 15 dias nos demais municípios", afirma a matéria publicada na Agência Pará de Notícias.

Ou seja, somente após mais de um mês com as escolas fechadas, aulas suspensas, é que as famílias dos estudantes poderão receber a alimentação prometida.

Na tarde desta terça-feira, 7, a Seduc publicou a Portaria nº 698, no Diário Oficial do Estado, que define a forma como o vale-alimentação será entregue nas escolas. De acordo com a portaria, caberá aos diretores e vice-diretores exercerem o controle da distribuição aos alunos. Na ausência destes educadores, a responsabilidade ficará a cargo dos secretários escolares. A secretaria afirma que todos os estudantes dos 144 municípios receberão os tíquetes.

Fonte Roma News

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