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Coronavírus: Consumidores denunciam preços abusivos em supermercados de Santarém

Santarém - Do supermercado ao mercadinho, consumidores identificam aumento nos preços dos produtos essenciais em  Santarém. Entre os principais produtos que tiveram aumento nas prateleiras estão os produtos de limpeza, carnes e itens da cesta básica que apresentaram o até dobro do valor durante o período de quarentena causada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
Ofuncionário pública aposentado Francisco Figueiredo tem se assustado com os preços quando consegue ir ao supermercado durante a quarentena. “Eu estou assustada com os valores. Estou deixando de levar itens que eu vim comprar devido o preço. Eu costumo levar seis quilos de cada alimento perecível, mas no momento está impossível. Peguei somente dois quilos de arroz e o feijão eu nem me atrevo a pegar”, ressaltou Francisco.

A situação não é fácil também para quem está desempregado e não tem como arcar com os preços autos dos alimentos, como é o caso da dona de casa Karine Nunes. “Hoje lá em casa não vai ter macarrão. Eu acho um absurdo o mercado está com esses valores, tudo aumentou, itens de limpeza estão custando o dobro, sem falar que nem tudo que queremos estamos achando como o caso do álcool em gel”, explicou Karine.

A professora Andréa Nina apontou como principal reclamação o valor do álcool em gel e da água sanitária que, segundo ela, estava custando respectivamente R$ 18,99 e R$ 2,49. "Estamos tentado fazer a nossa parte com a prevenção, mas chegando ao supermercado e encontrarmos um álcool em gel de baixa qualidade, por quase R$ 19,00, a água sanitária o dobro do valor, é comprar ou morrer né!. Somos obrigados a aceitar esses valores”, relatou.

Menor produção


Segundo o economista Ailson Rezende, o fenômeno acontece devido ao ritmo da produção que diminui durante a quarentena, logo o preço dos produtos tendem a ficarem mais caros. “Pela própria lei da demanda e da oferta, quando há uma escassez no produto, o preço de venda tende a ser elevado. O que não é correto é o estabelecimento aumentar o preço mesmo comprando no valor comum”, explicou Rezende.

Enquanto os preços não diminuem, a saída é pesquisar e rever os itens que são prioridades no consumo diário. “Nesse momento é necessário que o consumidor não fique exposto, mas que pesquise os preços. É orientado que o consumo em casa e no supermercado seja menor para que as compras também sejam reduzidas. São tempos difíceis, então alguns esforços devem ser feitos”, orientou o economista.

Quanto ao uso do cartão de crédito e do cartão dos próprios supermercados o economista ressalta que eles só são viáveis se o consumidor possuir um planejamento para pagamento das faturas que serão geradas devido às compras.

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