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Em crise, Sindicato das Funerárias do Pará aciona MPE para que governo forneça EPIs

O Sindicato das Empresas Funerárias do Pará (Sidef), acionou o Ministério Público do Estado para pedir apoio do Governo Estadual na aquisição de Equipamentos de Proteção Individual para os profissionais do setor. A preocupação da categoria com o risco de contaminação pelo novo coronavírus, aumenta à medida que o número de mortos pela covid-19 cresce no estado.

O Pará já registra 34 mortes em decorrência da doença. Até ontem, domingo 19, o número de infectados confirmados era de 635 casos.

No ofício enviado ao gabinete do governador, a Defensoria Pública do Estado argumenta que mesmo que a responsabilidade de disponibilizar os EPIs aos trabalhadores seja dos empregadores, a maioria das empresas funerárias é de pequeno porte, e estariam encontrando dificuldades não só financeiras mas também logísticas para fornecer os equipamentos.

“Em razão do pequeno porte econômico da maioria das empresas funerárias e, principalmente, pela escassez e dificuldade de aquisição de equipamentos de proteção
individual (EPI), solicitar que sejam apoiados estes prestadores de Serviço, inclusive com a possibilidade de fornecimento dos EPIs pelo Poder Público” diz o trecho do documento.

De acordo com presidente do Sidef, Ronaldo Borges, as autoridades do Estado tratam a categoria com descaso. "Ainda não nos responderam, não nos enxergam e nem respondem nossas mensagens e e-mails", conta.

Funerárias e cemitérios no Pará não estão preparados para lidar com a situação

O Ministério Público do Estado também enviou ofício ao Sindicato cobrando a fiscalização dos serviços de sepultamento das funerárias.

O presidente do Sidef, Ronaldo Borges, defende que os órgãos responsáveis pelo controle da disseminação, tomem medidas mais drásticas em relação ao serviço. Segundo ele, para garantir a segurança de todos, o ideal seria que todos os corpos de óbitos suspeitos de covid-19, sejam encaminhados diretamente para enterro e cremação.

“Nós corremos um sério risco de contaminação, somos a última barreira de contágio e fica a pergunta: Quem enterra, quem?”, ressalta. “Nenhuma empresa está preparada, nem as maiores. Vai haver contaminação se continuar dessa forma em preparar o corpo, colocar flores, maquiar...”

“Não podemos e nem devemos, esperar atingirmos o ápice da curva de contaminação e mortes, para agirmos, devemos ser eficientes e competentes, já se preparando, será dolorido, mas assim, será mais fácil enfrentarmos esta calamidade pública que assola o planeta”.

Por Roma News 

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