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Familiares de homem que morreu em Santarém com suspeita de Covid-19 querem sepultar corpo em Belém

Um homem que trabalhava no Navio Rondônia, da empresa AR Transportes, morreu em Santarém, oeste do Pará, na final da tarde desta terça-feira (14), com suspeita de Covid-19. Francisco de Paula Américo morava em Belém, para onde os familiares querem que o corpo seja levado para sepultamento.

Ao G1, por telefone, o empresário e vereador Antônio Rocha, proprietário da empresa de navegação, informou que estava no Hospital Municipal Dr Alberto Tolentino Sotelo aguardando documentação e orientação da unidade sobre as providências que devem ser tomadas para o sepultamento.

"Não recebemos até agora (09h16) informação de qual foi a causa da morte do rapaz e nem se vamos poder mandar o corpo para Belém, porque o hospital municipal ainda não nos entregou nenhum documento. Estamos aguardando uma posição do hospital para saber que providências devemos tomar", disse Antônio Rocha.

O navio Rondônia que faz linha Manaus/Santarém/Belém, chegou a Santarém na segunda-feira (13) e o tripulante já apresentava sintomas de coronavírus como febre, tosse, falta de ar e vômito, segundo informações repassadas pela enfermeira da embarcação na Unidade de Pronto Atendimento 24H (UPA 24H), para onde Francisco foi levado para atendimento.

Após dar entrada na UPA 24H, Francisco chegou a ser avaliado por médico infectologista, ficou internado por algumas horas, sendo liberado ainda na segunda-feira para ficar em isolamento domiciliar.

Francisco recebeu abrigo na casa da enfermeira do navio Rondônia, que mora no bairro Prainha, em Santarém, onde teria ficado isolado em um quarto.

Na terça-feira, o quadro clínico de Francisco teria se agravado. Um pedido de socorro ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (samu) foi feito por volta das 17h de ontem, mas quando a equipe chegou ao local, o homem já estava morto.

"Segundo a enfermeira do navio, que levou ele (Francisco) pra UPA 24H, ele foi isolado no covidário, o infecto avaliou, à tarde recebeu alta. Ele estava com falta de ar, febre e tosse e apresentava vômito. Foi para a casa da enfermeira, e ontem de manhã já começou a ficar com mal-estar, cansado, e só nos avisaram por volta das 17h. Quando chegamos lá ele já estava em óbito, até porque ele estava em um quarto isolado. Fizemos todo o protocolo para casos suspeitos com uso de EPI’s, nosso médico entrou e constatou o óbito dele", relatou o coordenador do Samu, Joziel Colares.

Até a publicação desta reportagem, o corpo de Francisco de Paula Américo permanecia no necrotério do Hospital Municipal Dr. Alberto Tolentino Sotelo. E tanto o HMS quanto a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) não haviam se pronunciado oficialmente sobre o caso.

Fonte G1 Santarém

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