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Helder Barbalho e mais 19 governadores assinam carta em apoio a Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre

O texto diz que o presidente da República, Jair Bolsonaro, afronta “princípios democráticos que fundamentam a nossa nação” ao criticar os dois parlamentares
Um grupo de 20 governadores emitiu uma carta publicada neste domingo, 19, em apoio ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). O texto diz que o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), afronta “princípios democráticos que fundamentam a nossa nação” ao criticar os dois parlamentares.

Na manhã de hoje, Bolsonaro participou de uma manifestação em Brasília. Sem máscaras, tela protetora ou luvas, o presidente discursou em cima de um carro em apoio aos manifestantes. “Estou aqui porque acredito em vocês. Vocês estão aqui porque acreditam no Brasil”, afirmou. Neste ato, os seus apoiadores pediam intervenção militar, fechamento do Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal.

O governador do Pará, Helder Barbalho, assinou o documento com os governantes dos demais estados: Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Na carta, os governadores declaram que as ações de contenção ao coronavírus, como fechamento do comércio, isolamento social e decretações de estado de calamidade pública, são fundamentadas em “indicativos da ciência, por orientações de profissionais da saúde e pela experiência de países que já enfrentaram etapas mais duras da pandemia”.

Dessas fundamentações, os parlamentares estariam cientes e empenhados na luta contra a doença viral. "Ambos demonstram estar cientes de que é nessas instâncias que se dá a mais dura luta contra nosso inimigo comum, o coronavírus, e onde, portanto, precisam ser concentrados os maiores esforços de socorro federativo", dizem na carta.

Sem citar Bolsonaro no texto, os governadores defendem que os conflitos entre as crises na saúde e economia são conciliáveis e juntos, os poderes podem passar por esse momento. "Não julgamos haver conflitos inconciliáveis entre a salvaguarda da saúde da população e a proteção da economia nacional, ainda que os momentos para agir mais diretamente em defesa de uma e de outra possam ser distintos. Consideramos fundamental superar nossas eventuais diferenças através do esforço do diálogo democrático e desprovido de vaidades", declaram.

Leia abaixo a carta na íntegra:


Nas redes sociais, Helder Barbalho voltou a criticar os atos pró-intervenção militar deste domingo. Para ele, as manifestações são um "crime contra quem está na linha de frente, como profissionais da Saúde e Segurança". Confira:

Fonte Roma News

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