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ITAITUBA – Árvore desaba sobre casa e mata garimpeiro de 89 anos

Nego Maitano", como era conhecido na região, teve morte trágica,aos 89 anos

O corte errado de uma árvore provocou uma tragédia na Comunidade Jari, na região conhecida por Água Branca, em Itaituba, na tarde do último domingo. O veterano garimpeiro Maitano Henrique Santos, de 89 anos de idade, foi a vítima. Maitano morreu após a árvore cair sobre a casa onde ele estava, atingindo-o e provocando-lhe fraturas pelo corpo.

Quem narra o fato é o antenado Mauro Torres, que comanda um dos portais de notícias mais acessados da região. “Segundo um filho da vítima, Murilo Henrique, Maitano estava assistindo a um jogo de futebol pela televisão no interior de um barraco, enquanto era realizado um trabalho de supressão vegetal nos arredores da residência.

Em dado momento, uma árvore de médio porte foi derrubada e acabou tomando uma direção diferente do que havia sido previsto pelo operador da máquina retro-escavadeira. A árvore atingiu o barraco em cheio. Maitano Henrique foi atingido por galhos da árvore, sofrendo várias fraturas pelo corpo, além de comprometimento de órgãos internos. Desacordado, o velho garimpeiro ainda foi socorrido por amigos, mas não resistiu e evoluiu a óbito”.

Ainda de acordo com o portal Mauro Torres, o corpo do garimpeiro foi conduzido para Moraes de Almeida e recebido pelo filho Murilo, sendo encaminhado para Itaituba, onde chegou ao fim da tarde de segunda-feira (20), um dia após o acidente.. O velório aconteceu na sede da Associação dos Mineradores de Ouro do Tapajós (AMOT), onde “Nego Maitano”, como era mais conhecido, recebe as últimas homenagens dos amigos. O sepultamento foi realizado na tarde desta terça-feira (21), no cemitério de São Francisco, no Km 06.

“Nego Maitano” era natural de São Luis, no Maranhão, e chegou ao garimpo no final da década de 1950, sendo considerado um dos poucos pioneiros do garimpo ainda vivos. Ao longo de mais de sessenta anos de atividade garimpeira, Maitano fez muitos amigos, entre mineradores, empresários, pilotos e demais pessoas ligadas ao garimpo.

“Em nome da nossa família, eu agradeço a todos os amigos que nos acompanham nesse momento de dor. Nosso pai morreu deixando um legado, uma história de vida e trabalho que muita gente conhece. Independente de ser filho do ‘Nego Maitano’, eu considero essa uma perda irreparável. Vá com Deus, meu pai”, afirmou Murilo Henrique.

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