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Manaus enterra mais de 1,2 mil pessoas em duas semanas e só tem caixão pra mais 10 dias

Além do colapso na rede de saúde pública e de enterrar centenas de pessoas em valas comuns, a cidade de Manaus, capital do Amazonas, está prestes a enfrentar outro drama, a falta de caixões para enterrar as vítimas da covid-19 na cidade, que embora registre 207 mortes oficiais pela doença, precisou abrir as valas no cemitério Tarumã porque o número de mortos em casa sem confirmação de diagnóstico também cresceu muito além do que as notificações apontam.

Os números de sepultamentos da última semana são impressionantes, com 802 enterros realizados, o que dá em média 114,5 a cada 24 horas. Segundo a prefeitura de Manaus, a média de sepultamentos antes da pandemia de Covid-19 era de menos de 30 por dia, e o crescimento rápido pegou o setor funerário de surpresa.

De acordo com a Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp), que administra os cemitérios da cidade, a média é de 89 sepultamentos diários, com um total de 1.249 enterros registrados nas últimas duas semanas, mas no momento a cidade teme pelo desabastecimento de urnas funerárias.

De acordo com o presidente da Associação de Empresas Funerárias do Estado do Amazonas, Manuel Viana, já foram encomendadas 2 mil urnas. No entanto, como não há fábricas na região (apenas uma montadora que consegue fornecer de 15 a 20 unidades por dia), elas são compradas de estados como São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Até chegar ao destino, passam dias percorrendo estradas e rios. A previsão é de que cheguem só no mês de junho.

“Com a média atual de mais de 100 óbitos por dia, em menos de um mês chegaremos aos 3 mil. Não temos estoque para isso. Não sei se o que temos hoje dá para mais 10 dias”, afirma Viana, revelando que a situação é mesmo crítica.

Fonte: O Globo

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