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Ministro da Educação anuncia que o governo recorrerá da decisão sobre adiamento do Enem 2020 e dispara: 'Vai ter Enem'

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, ignorou a determinação judicial que regulamenta o adiamento da realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em função dos impactos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Weintraub, anunciou em sua conta oficial no Twitter que “vai ter Enem”.

Na decisão, a magistrada juíza Marisa Claudia acolheu os argumentos de ação civil pública proposta pela Defensoria Pública da União (DPU), determinando que o calendário de prova seja adequado à realidade do ano letivo, que está suspenso em muitos locais por causa de políticas de isolamento determinadas pelos estados ou mesmo pelo governo federal. Portanto, não há uma data fixa para a realização do Enem 2020.

Além disso, a justiça ainda determinou que estendam por mais 15 dias o prazo para solicitação da isenção da taxa de inscrição do Enem e de apresentação da justificativa de ausência no exame de 2019.

Em sua publicação, Weintraub afirmou “Vamos recorrer”. Ao ser perguntado sobre o assunto “O Brasil não pode parar! Mais de 3.200.000 de brasileiros solicitaram isenção na taxa do Enem 2020 (para não pagar para fazer o exame). 70% fez o pedido pelo celular . Mais de 2.100.000 dos pedidos já foram analisados e concedidos! Vai ter Enem!”, escreveu o ministro.

Horas antes da sentença da juíza vim a público, o ministro divulgou um vídeo com o presidente do Inep, Alexandre Lopes. Nele, Weintraub diz que, em virtude do novo coronavírus, “alguns governadores paralisaram completamente as atividades” em seus estados, “e podem ter prejudicado alunos que têm direito à gratuidade”. Entretanto, estes casos serão “resolvidos por ofício”. “Nós iremos atender todo mundo que tem direito a ter a gratuidade do Enem. Não se preocupem. Se concentrem em que, no fim do ano, lá no último trimestre, vocês vão fazer a prova do Enem”.

Ainda sobre a decisão da magustrada, No texto, ela menciona que a suspensão de aulas prejudica o acesso à informação a respeito de questões ligadas ao Enem. "É evidente que os alunos de escola pública estão privados de aulas e acesso às suas escolas, locais onde a informação é compartilhada", afirma.

Marisa, também ressaltou que não é possível afirmar que mesmo as escolas particulares estariam “Os alunos da rede pública não estão assistindo as aulas com o conteúdo programático cobrado no Exame Nacional do Ensino Médio, ao contrário de grande parte dos alunos da rede de educação privada, que possuem acesso ao ensino à distância (EAD) e diversas outras ferramentas eletrônicas de aprendizado. Aliás, nem mesmo é possível afirmar que todas as escolas particulares estão disponibilizando aulas por vídeo ou atividades similares uma vez que a pandemia e as normas de isolamento social que determinou o fechamento das instituições de ensino colheu as equipes de docentes despreparadas para esse mister”,

A primeira etapa, do Enem digital, está agendada para os dias 11 e 18 de outubro, e a aplicação de provas físicas, para 1 e 8 de novembro. Se a decisão for cumprida, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira ( INEP), órgão do Ministério da Educação, terá que anunciar novas datas.

Fonte Roma News

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