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Pesquisa da UFPA aponta que o Pará terá mais de 200 mil infectados por covid-19 até agosto

De acordo com pesquisadores, cerca de 10% da população paraense será infectada pelo novo coronavírus
A pandemia do novo coronavírus se espalha de forma acelerada por todo o mundo e os números noticiados chegam a assustar. No Pará, não será diferente. Uma pesquisa da Universidade Federal do Pará (UFPA) aponta que o Estado deve registrar mais de 200 mil infectados até agosto.

Realizada por pesquisadores dos programas de pós-graduação em Engenharia de Processos e de Recursos Naturais da Amazônia (ITEC/UFPA), a pesquisa faz uma simulação da covid-19 no Pará, com base nos dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). De acordo com o estudo, o pico de infectados será entre 12 de maio a 16 de agosto.

A pesquisa utilizou um modelo matemático já adotado em outros países e adaptou para a realidade da pandemia. Foram considerados os dados de casos infectados no Estado para fazer a projeção do pico de infectados, levando em consideração a mesma taxa de transmissão de pacientes. A pesquisa também considera o afrouxamento das medias de isolamento e revela um quadro altamente preocupante, pois este recorte se aplica a apenas 10% da população.

“O pico de novos infectados por dia é em torno de 12 de maio e a situação estará razoavelmente controlada em 16 de agosto. Por isso, não deveremos relaxar no isolamento social tão cedo. Mas há o receio de que quando nas regiões Sudeste e Sul a pandemia estiver controlada, podem decretar que na região Norte voltemos ao normal, mas, ainda estaremos passando por fase crítica”, diz o pesquisador Diego Estumano.

Casos

De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira, 14, há 25.262 pacientes testados positivo para a doença. No Pará, segundo a Sespa, os números confirmam 310 infectados e 17 mortes em decorrência do novo coronavírus.

Aparentemente, os números de casos são elevados, mas a quantidade de infectados representa apenas 10% da população, considerando cerca de 8 milhões de habitantes no Pará. “Como não será testada toda a população, eu realmente acredito que não passa a ser absurdo pensar que 10% da população pode ser contaminada”, pontua.

O Pará se mantém em último lugar no ranking de transparência, diz o estudo da Open Knowledge Brasil avaliou que 78% dos governos pecam na transparência. Segundo a ONG, o Pará e mais sete Estado brasileiros estão classificados com “opacos”, com o pior desempenho e precisam avançar consideravelmente na publicação de dados. Ao todo são sete estados.

Além do detalhamento de informações, como idade, sexo e hospitalização dos brasileiros diagnosticados, o estudo também avaliou informações sobre a oferta e ocupação de leitos, bem como a quantidade de testes disponibilizados e realizados e o formato das plataformas onde os dados podem ser acessados (como código aberto e planilhas editáveis, por exemplo), além do grau de detalhamento por municípios e bairros.

Testes

Diante do cenário alarmante da pandemia, vários países estão adotando medidas para testar em massa a população. Os EUA, por exemplo, querem chegar a testar 100 mil por dia, mas ainda estão na casa de 4 mil testes diários. No Brasil, de acordo com estimativa do Ministério da Saúde é realizar 30 mil testes. No Pará, a capacidade de testagem ainda não chegou a 200 análises por dia.

“Sabemos que serão feitos poucos registros e quantos pacientes estarão de verdade infectados é que é a verdadeira incógnita. O número real certamente será muito e muito maior que os casos registrados”, destaca Estumano.

A pesquisa gerou um artigo que foi submetido para uma revista internacional. A equipe que realizou a pesquisa é formada pelos professores Diego Cardoso Estumano, Bruno Marques Viegas, João Nazareno Nonato Quaresma e Emanuel Macêdo Negrão.

Fonte Roma News

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