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Semsa abre procedimento para apurar como foi o atendimento de homem que morreu com suspeita de Covid-19

Protocolo de Covid-19 adotado pela UPA 24H será apurado pela Secretaria Municipal de Saúde — Foto: Geovane Brito/G1

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Santarém, oeste do Pará, abriu procedimento administrativo para apurar como foi feito o atendimento do paciente de 54 anos, que morreu com suspeita de Covid-19, um dia depois de ter sido avaliado na UPA 24H, e liberado para isolamento domiciliar.

Francisco de Paula Américo Ribeiro, que era cozinheiro no navio Rondônia, chegou a Santarém na segunda-feira (13), e deu entrada na UPA 24H com febre, dor de cabeça e falta de ar. Ele foi avaliado por infectologista que considerou que o quadro clínico não atendia o protocolo para internação. Francisco foi para a casa da responsável pelo bar do navio e ficou isolado em um quarto, onde morreu no fim da tarde de terça-feira (14).

Homem que morreu com suspeita de Covid-19 em Santarém não teve material coletado para exame

“Lamento o ocorrido. Em relação aos sintomas do paciente, ele foi avaliado a infectologista atestou que não havia critério para internação e deu alta em isolamento domiciliar para ele deveria ser, em relação ao protocolo de Covid-19 na UPA 24H. Precisamos saber se ele teve óbito porque teve alta da alta ou se teve complicações de outros agravos. Em relação a esse isolamento já foi aberto procedimento administrativo para apurar como foi feito o protocolo desse isolamento, se realmente foi seguido da maneira correta”, informou a secretária municipal de Saúde, Dayane Lima.

Ainda segundo Dayane, quando a Semsa através da Vigilância Epidemiológica recebeu a notificação sobre o caso de Francisco, o endereço que constava da notificação era de Santarém, por isso a equipe imaginou que ele morasse no município, e foi feito o agendamento da coleta de material para exame para quarta-feira (15).

“Em vista de termos vários pacientes agendados e não é todo dia que temos amostras para enviar, a coleta foi agendada para quarta-feira. Quando soubemos do óbito através do Samu que chamou a funerária, seguimos o protocolo para caso suspeito de Covid-19. E quando a vigilância tomou conhecimento do óbito para fazer a coleta, já havia se passado seis horas pós-morte, ou seja, acima do tempo recomendado para coleta do exame que é de até seis horas após a morte do paciente, por isso a coleta não foi realizada”, explicou Dayane.

Sepultamento em Santarém

A secretária de Saúde informou que pelo fato do caso ter sido tratado como suspeito de Covid-19, ainda que não tenha sido realizado o exame para diagnóstico, o protocolo em relação ao sepultamento foi seguido, não sendo permitido o translado do corpo para Belém, onde Francisco de Paula morava com a família.

“A empresa (AR Transporte) nos procurou porque queria fazer o traslado, consultamos a Vigilância Epidemiológica, seguimos o protocolo e a Vigilância informou que era impossível fazer a coleta porque o resultado seria inconclusivo. Então, pra não causar risco para a saúde da população e, principalmente, de quem faria o traslado, o protocolo para caso suspeito de Covid-19 é para sepultamento imediato”, justificou Dayne.

Corpo de homem que morreu com suspeita de Covid-19 é sepultado em Santarém
Familiares de homem que morreu em Santarém com suspeita de Covid-19 querem sepultar corpo em Belém

A titular da Semsa lamentou o fato de Santarém não ter ainda um SVO (Serviços de Verificação de Óbitos) para receber os corpos de pacientes que morreram com suspeita de Covid-19 até sair o diagnóstico. Mas, disse que já foi feito um pedido ao prefeito Nélio Aguiar (DEM) para que solicite junto ao Governo do Estado a instalação de um SVO em Santarém.

“Eu lamento muito que por conta dos protocolos que a gente tem que seguir, a família não pôde receber o corpo para velar e sepultar, mas nesse momento a gente tem que pensar primeiro na saúde da população e das pessoas que fariam o transporte”, finalizou Dayane.

*Colaborou Érique Figueirêdo, da TV Tapajós

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