Header Ads




Após 50 dias do primeiro óbito, Pará registra em média 11 mortes diárias por covid-19

A primeira morte causada pelo novo coronavírus no Pará ocorreu no dia 19 de março, mas só foi divulgada em 1º de abril, em razão da demora para o diagnóstico. A vítima era uma mulher, indígena, de 87 anos, do município de Santarém, no oeste do estado.

Há exatos 50 dias do primeiro óbito, o Pará registra 574 mortes por covid-19, o que significa, em média, 11,48 pessoas mortas todos os dias. Com a curva crescente, mais da metade do total de mortes – 350 pacientes – vieram a óbito só nos últimos 7 dias.

Já em número de casos, o dado é ainda mais assustador. Com o primeiro caso confirmado em 18 de março, o último boletim da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) desta sexta, 8, registrou 6.519 pacientes infectados; 3.520 só na última semana. A média é de 127 pessoas por dia.

Medidas

Para tentar frear a propagação do vírus, na última quinta-feira, 7, as prefeituras de Belém e de mais nove municípios da Região Metropolitana e interiores, em parceria com o governo do Estado, decretaram lockdown, que significa a suspensão de todos os serviços não-essenciais à sobrevivência e o bloqueio quase total das atividades urbanas.

No primeiro dia do decreto, no entanto, a maioria da população não respeitou as medidas. Segundo dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Segup), apenas 49,3% da população paraense ficou em casa. A recomendação das autoridades da saúde é de 70%. A falta de fiscalização contribuiu com a baixa adesão ao lockdown, que a partir de domingo, 10, pode gerar multa aos desobedientes.

Sistema de saúde

Segundo dados divulgados pela Sespa na última quinta-feira, 7, o Pará apresenta uma taxa de 87,19% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A precariedade das unidades de saúde é outro agravante na situação do estado.

Conforme mostrou o Portal Roma News, também nesta quinta, médicos denunciaram que a falta de manutenção levou a morte de cinco pacientes no Hospital Regional Abelardo Santos, em Icoaraci, distrito de Belém, após uma falha no sistema de oxigênio que abastece as UTI’s.

Projeções

Com o ritmo de crescimento do novo coronavírus no Pará, pesquisadores apontam que o estado poderá ter de 12 a 16 mil casos de covid-19 até o final de maio. Hoje já são 6.519 casos confirmados e o número de mortes mais que quadruplicaram na última semana, saltando de 132 para 574 até esta sexta-feira, 8.

A projeção apontada pelo pesquisador Yuri Willkens, da Universidade Federal do Pará (UFPA), é baseada nos dados oficiais que mostram os casos sendo duplicados em média a cada 4 a 5 dias no Pará.

Willkens identificou esse ritmo no avanço dos casos avaliando a curva de crescimento divulgada pela Sespa. “Com o passar das semanas e o afrouxamento das medidas de isolamento social, que acabaram ocorrendo em alguns momentos, as datas das duplicações têm se mantido altas, a cada 4 a 5 dias, e se as medidas não forem endurecidas esse avanço continua em linha reta e dificulta ainda mais o achatamento da curva de crescimento dos casos”, explica.

Fonte Roma News 

Nenhum comentário