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Construção civil registra queda de 10% nas comercializações no Estado

Foto: Freepik

O mercado imobiliário registrou um crescimento significativo com 21% de aumento nas vendas entre 2018 e 2019, nos municípios de Belém e Ananindeua. Isso fez com que o setor mantivesse perspectivas positivas de evolução. Contudo, os impactos causados pela pandemia do novo coronavírus já se refletiram nos resultados obtidos no primeiro trimestre de 2020, de janeiro a março. A construção civil do Pará registrou uma queda de 10% nas comercializações, com relação ao quarto trimestre de 2019, de outubro a dezembro.

Neste mesmo período, também foi registrada uma redução de 35% no número de lançamentos de novos empreendimentos imobiliários, residenciais e comerciais, tanto verticais quanto horizontais. Esse foi o cenário apresentado ontem, durante o lançamento da oitava edição do Censo Imobiliário de Belém e Ananindeua. Trata-se de um amplo estudo sobre o desempenho do mercado imobiliário no primeiro trimestre de 2020, com mapeamento criterioso do setor em ambos os municípios, contendo informações que envolvem vendas, lançamentos, oferta final, preço e Minha Casa, Minha Vida (MCMV). O evento foi transmitido on-line.

A iniciativa consiste em uma parceria entre o Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará (Sinduscon-Pará), com a organização da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). E contou com o apoio do Sistema Fiepa e da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Pará (Ademi-Pará).

Na avaliação do presidente do Sinduscon, Alex Dias Carvalho, a tendência de queda deve continuar neste segundo trimestre, de março a maio. Mas o setor espera que haja indícios de reação econômica a partir do segundo semestre de 2020. “Belém ainda tem uma demanda reprimida muito grande de habitações. Existe uma demanda muito forte por empreendimentos de padrão econômico (Minha Casa, Minha Vida). O governo federal está liberando recursos como o FGTS e muitas empresas buscam novos empreendimentos para essa região de Belém e Ananindeua”, afirmou.

REFERÊNCIA

Para o setor, existe também uma perspectiva positiva para o segundo semestre com relação aos empreendimentos de alto padrão, que demonstraram uma performance satisfatória, ao longo de 2018 e 2019. Diante dos inúmeros desafios originados pela pandemia, o setor deve buscar alternativas e inovação para retomar o crescimento. Nesse contexto, o estudo serve de referência para nortear as decisões do empresariado. “O objetivo é capacitar e qualificar a tomada de decisão do empreendedor. E que as instituições financeiras e imobiliárias possam ter uma noção mais assertiva da qualidade, tipologia, do momento mais ideal de lançar um determinado produto e em que padrão lançar. E para conhecer as demandas da região”, explicou Alex Dias.

Nos últimos cinco anos, o setor vinha apresentando um ritmo de queda. Com os cenários adversos, o empresariado do ramo de construção civil intensificou a busca por melhorias e readaptação para oferecer ao mercado produtos que atendessem a expectativa dos clientes. “Haverá uma nova necessidade de inovar em processos de comercialização, em tipologias que atendam possíveis alterações de interesse na procura por imóveis no pós-pandemia. Devemos ter uma atenção muito grande para se adaptar de forma resiliente e conseguir mais uma vez provar a competência e esperança no crescimento”.

Fonte Blog do Bacana/ Por Pryscila Soares, DOL

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