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Depois de explosão de casos de covid-19 no Pará, Governo Estadual pede ajuda de Mandetta


O ex-ministro da saúde e médico, Henrique Mandetta, se reuniu na tarde desta segunda-feira, 18, com o governador Helder Barbalho (MDB), o secretário estadual de saúde, Alberto Beltrame, para discutir estratégias para o combate da covid-19 no Pará.

Mandetta desembarcou no final desta manhã em Belém. A reunião aconteceu de portas fechadas.

Na sexta-feira, 15, o ex-ministro disse em entrevista à jornalista Leda Nagle que o Pará será o próximo epicentro da pandemia no Brasil. Segundo a análise dele, o sistema está começando a entrar em colapso.

Explosão do número de casos e óbitos

Os dados apontam que em duas semanas, do dia 4 de maio até hoje, 18, os casos cresceram 245,7% com a confirmação de mais 10.472 pacientes infectados. Do dia 11 de maio até esta manhã, houve a confirmação de mais 6.665 casos, o que corresponde a um aumento de 82,26% em relação aos números de uma semana atrás.

A última atualização da Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) ocorreu às 12h30 de hoje e informou 14.734 casos confirmados e 1.330 óbitos.

O número de vítimas fatais da covid-19 no Pará também dispararam. No dia 4, há duas semanas, eram registrados 334 mortes e hoje já alcança 1.330, Desse total, 518 foram só nos últimos sete dias.

Problema nos respiradores e a promessa de implantação de leitos de UTI

O Governo do Pará admitiu, no último dia 8, que houve problemas técnicos na instalação dos 152 respiradores comprados na China, que chegaram no dia 4 de maio no Estado. Cada equipamento custou R$ 126 mil.

As máquinas chegaram com defeitos técnicos e seriam instaladas em seis hospitais do Estado que estão sendo preparados para ampliar a oferta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) durante a pandemia. Um empresário foi preso no dia 7 de maio, em Belém, e outro é investigado pela venda ao Governo do Pará. Um dos empresários também está envolvido na venda de equipamentos hospitalares defeituosos ao Governo do Rio de Janeiro.

A suspeita é de que o grupo atuava fraudando contratos emergenciais sem licitação para comprar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), respiradores para Unidades de Terapia Intensiva, máscaras e testes rápidos para covid-19.

Todos os equipamentos comprados da China apresentaram defeitos na hora da instalação e o governo paraense anunciou que serão devolvidos ao fabricante.

Fonte Roma News

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