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Médicos de Altamira relatam falta de leitos e medicamentos durante o período de pandemia

Médicos da região do Xingu relatam que não há respiradores, medicamentos e profissionais suficientes para prestar atendimento à população da região. Os profissionais da saúde elaboraram um documento que foi enviado aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, além da Secretaria de Saúde do Pará, Secretaria de Saúde de Altamira e Pró-Saúde, que é a empresa responsável pelo Hospital Regional, para oficializar a reclamação.

Os médicos pedem atenção das autoridades locais e estaduais, destacando que o isolamento social não está sendo respeitado, o que resultou no aumento dos casos na região e, consequentemente, na superlotação da rede pública e privada de saúde.

“Nossa região já dispunha de número insuficiente de leitos de UTI (nove leitos) para atender mais de 400 mil habitantes dispersos em uma área maior do que muitos países – muitas pessoas demoram dias de deslocamento para chegar ao Hospital Regional via fluvial e estradas em péssimas condições. Até agora o que conseguimos fazer foram improvisos, como transformar os únicos (cinco) leitos de UTI Pediátrica em leitos para adultos com COVID-19, diminuindo a já deficiente capacidade de atendimento a crianças em estado grave na região. Chegaram (três) respiradores enviados pelo Governo do Estado, inadequados para atender pacientes graves e que não serão utilizados pelo risco ao paciente. Os (dez) leitos anunciados como “doação” pela Norte Energia no Jornal Nacional, têm previsão de entrega apenas para o mês de julho, quando será muito tarde. Cabe ressaltar que a empresa descumpriu diversos compromissos fundamentais, previstos como condicionantes para instalação e funcionamento da Usina Hidrelétrica de Belo Monte”, cita um trecho do documento elaborado pelos profissionais da saúde.

Os profissionais também citam a falta de medicamentos e alegam passar por uma situação desesperadora, tendo em vista o caos que se tornou a saúde pública na região da Transamazônica e Xingu. No documento, eles solicitam que alguma providência seja tomada com urgência.

“Em face a essa situação triste e alarmante, nós, médicos de Altamira e região pedimos que medidas urgentes sejam tomadas tais como: aquisição e distribuição de medicamentos preconizados para o tratamento da COVID-19 pelo ministério da saúde e para terapia intensiva, ampliação imediata dos leitos de UTI completos, tomografia de tórax, contratação de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, equipes de higienização e limpeza”, finaliza.

De acordo com os dados da Sespa, a região do Xingu tem o total de 219 casos confirmados, sendo 60 recuperados e 11 óbitos por conta do novo coronavírus. O primeiro caso foi registrado há 40 dias.

No fim do mês passado, o Governo do Estado anunciou a construção de um Hospital de Campanha em Altamira com capacidade de 60 leitos. No entanto, até o momento, nada teria sido feito para atender a população local.

Segundo relatos, o Hospital Regional está com sua estrutura lotada há duas semanas e os leitos que foram reservados no Hospital Municipal como retaguarda, tem hoje 40% de ocupação.

Fonte Roma News 

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