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Ministro Barroso admite 'risco real' de adiamento das eleições municipais deste ano

Ainda nem assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas o ministro afirmou, nesta sexta-feira, 1º, que há um “risco real” de que as eleições municipais de outubro, para escolha de novos prefeitos e vereadores, sejam adiadas por causa da pandemia do novo coronavírus.

Segundo o ministro, que sucederá Rosa Weber no final deste mês na presidência do TSE, se não houver condições para realizar as eleições em outubro, o pleito, na avaliação dele, teria de ser feito "em poucas semanas, ou no máximo em dezembro, para não haver risco de se ter que prorrogar mandatos”, afirmou ele, sobre os mandatos dos atuai prefeitos e vereadores, que encerram em 31 de dezembro deste ano.

As eleições municipais está marcado para 4 de outubro, e o segundo turno para 25 do mesmo mês, mas neste caso apenas para municípios com mais de 200 mil eleitores

A mudança na data das eleições, porém, depende do Congresso, e Barroso diz que de fosse de sua vontade, nada mudaria. “Por minha vontade, nada seria modificado porque as eleições são um rito vital para a democracia. Portanto, o ideal seria nós podermos realizar as eleições. Porém, há um risco real, e, a esta altura, indisfarçável, de que se possa vir a ter que adiá-las”, afirmou o ministro em transmissão ao vivo em uma rede social promovida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).

Barroso se disse ainda contrário à hipótese de se fazer a eleição municipal junto com a eleição nacional, em 2022, o que exigiria a prorrogação por dois anos dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores.

“Sou totalmente contra essa possibilidade. A democracia é feita de eleições periódicas e alternância no poder”, afirmou, alertando que o excesso de nomes para votação também comprometeria a qualidade do voto, para se fazer uma "escolha consciente".

Fonte: G1

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