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MP acredita em ligação entre respiradores superfaturadas e que não funcionam comprados pelos governos do Rio e Pará

O jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, afirmou em sua coluna, neste sábado, 9, que o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro investigam se os respiradores pulmonares superfaturados e que não funcionavam, comprados pelos governos do Rio de Janeiro e do Pará para serem usados no combate à Covid-19, teriam sido vendidos por uma mesma quadrilha.

A suspeita foi levantada depois que Glauco Guerra, dono da MHS Produtos e Serviços, que vendeu os respiradores ao governador do Rio, Wilson Witzel (PSL), foi preso no Pará acompanhado justamente de André Felipe de Oliveira da Silva, a pessoa que importou os respiradores, provavelmente da China.

Em uma reportagem exibida pelo RJTV, da Rede Globo, uma voz que seria de Guerra informa ao repórter, por telefone, que estariam em Belém acompanhando a entrega de respiradores comercializados com o governo do Pará. A reportagem do Portal Roma News procurou o MPF no Pará e obteve a informação de que Guerra passou a ser investigado também aqui. O caso, no entanto, corre em sigilo.

Mais cedo, o portal O Antagonista também noticiou que, nedte sábado, uma força-tarefa composta pelo Ministério Público de Santa Catarina, Tribunal de Contas do Estado e Polícia Civil deflagrou a Operação O2, que apura fraude no processo de aquisição de respiradores pelo governo do estado. Foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso.

O valor pago pelos 200 respiradores comprados por Santa Catarina é exatamente o mesmo pago pelo governo do Pará: R$ 165 mil, valor 65% mais caro do que os adquiridos pela União durante a pandemia.

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