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Pará e mais quatro estados correm risco de colapso na rede de saúde

Os dados mostram que mais de 90% das UTIs estão ocupadas no Pará, AM, SP, PE e RJ
Cinco estados brasileiros correm risco de colapso na rede de saúde, entre eles o Pará, de acordo com levantamento do jornal o Estado de São Paulo, em cima dos mais de 22 mil óbitos no país, na semana seguinte em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta a América do Sul como epicentro da covid-19, sendo liderado pelo Brasil, mostra que nos cinco principais Estados brasileiros onde o novo coronavírus avança rapidamente, e que as administrações públicas se desdobram para evitar o colapso.

O levantamento é baseado em dados dos casos confirmados e de óbitos pela covid-19, divulgados diariamente pelo Ministério da Saúde. Na contagem diária dos órgãos competentes de saúde, o país, que continua sem ministro da Saúde após a demissão de Luiz Henrique Mandetta e do pedido para sair de Nelson Teich, passou a Rússia e já é o segundo com mais números de contaminados no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Nas últimas 24 horas, o Brasil chegou a 363.211 casos.

Em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Amazonas e Pará, a taxa de ocupações das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) preocupa porque já está quase 100%.

Na Grande São Paulo, por exemplo, onde há o maior número de mortes, a taxa de ocupação de UTIs chega a 91%, segunda maior desde o início da pandemia.

O Rio de Janeiro espera pela entrega de hospitais de campanha. Pernambuco, Pará e Amazonas estão no limite.

Em um único dia o Brasil bateu recordes negativos da doença, caminhando para números assustadores. Registrou 1.188 mortes na quinta-feira, 21, e ultrapassou os 20 mil óbitos desde que a primeira pessoa morreu por causa do novo coronavírus.

Alguns estados, como o Pará, o governo tomou decisões para afrouxar o isolamento social e recuperar parte de suas atividades econômicas. No Pará, o novo coronavírus deixa um rastro de destruição nas famílias e que devastou o sistema público e privado de saúde, colapsou o serviço funerário, arruinou a economia e enclausurou mais de 3,5 milhões de pessoas.

Nesta segunda-feira, 25, estado começa a abrir a atividade econômica, apesar dos números ainda serem altos. Quando os números da doença eram tímidos no Pará, e poucos casos estavam confirmados, o governo reagiu com medidas de distanciamento social, anunciou a construção de hospitais de campanha, criou leitos, colocou atendimento itinerante e comprou equipamentos.

Aos poucos, agora, as filas nas portas das unidades de saúde estão dimunuindo na capital e Região Metropolitana, mas os casos estão explodindo nos municípios do interior do estado.

No Amazonas, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), aumentou o número de leitos e respiradores para tratamento da covid-19. São agora 1.138 na rede estadual, sendo 816 leitos clínicos, 243 de Unidade de Terapia Intensiva e 79 de Sala Vermelha. A taxa de ocupação da UTI é de 87%. Porém, a falta de leitos aliada à imprudência dos moradores é um fator que pode agravar ainda mais o quadro da doença no estado.

A Região Metropolitana de São Paulo já tem 13 hospitais lotados e que não recebem mais pacientes. A taxa de ocupação dos leitos em UTIs está próximo de 91%. Mas é o aumento de casos no interior do estado o que mais preocupa as autoridades de saúde no momento: a covid-19 chegou na sexta-feira, 22, a 500 municípios do estado - são 645 cidades -, e a taxa de crescimento no interior é quase quatro vezes maior do que na capital.

Das cerca de 5.3 mil vagas de internação em UTI disponíveis em São Paulo, mais de 4.4 mil já estão ocupadas. O ritmo de crescimento de óbitos no Estado em seis regiões já é maior do que na região metropolitana e o número total de leitos de internação no interior é menor. Na região de Presidente Prudente, por exemplo, entre 30 de abril e a segunda-feira passada, houve aumento de 395% no número de casos, de 61 para 302. A região tem 36 leitos públicos de UTI, com previsão de aumento de mais dez.

No Rio de Janeiro, cinco unidades de campanha, prometidas pelo governador Wilson Witzel (PSC), estão atrasadas - e algumas talvez nem sejam abertas. O Maracanã foi inaugurado e funciona com problemas. Segundo números da Secretaria de Estado de Saúde, na quinta, 21, no SUS, esperavam transferência para UTIs 340 pessoas, e para enfermarias outras 238.

Os leitos estavam ocupados, a não ser no Hospital Zilda Arns, em Volta Redonda. Havia ainda leitos nos hospitais de campanha Lagoa-Barra e Parque dos Atletas, erguidos e operados pela Rede D'Or. No Zilda Arns, a ocupação era de 89% na enfermaria e 86% na UTI. No Estado, os mesmos indicadores estavam em 79% e 86%, respectivamente.

Em Pernambuco, os diagnósticos de covid-19, só de abril para cá, saltaram de 95 para 27.759 casos - 46% destes, de paciente graves.

Na capital e Região Metropolitana os hospitais estão lotados e há até fila por leito de UTI. São mais de 2 mil mortes por covid-19, sem indicativo de desaceleração da curva. 97% dos 600 leitos de UTI para covid-19 no estado estão ocupados, de acordo com a Sexcretaria Estadual de Saúde.

Fonte: Estadão

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