Header Ads




Pesquisa da Fiocruz mostra que mais de 2 milhões de paraenses não têm atendimento adequado

Uma das mais recentes análises realizadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) constatou que pelo menos 7,8 milhões de brasileiros estão a cerca de quatro horas de distância de um tratamento de saúde adequado, em se tratado da pandemia do novo coronavírus. UTI, equipamentos e pessoal especializado para doenças respiratórias graves e agudas provocadas pela covid-19 se inserem nessa carência de atendimento de alta complexidade que falta a esse brasileiros, de acordo com os pesquisadores do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict) da Fundação.

Entre os estados mais afetados pelo problema estão Amazonas, com 1,3 milhão de habitantes, Mato Grosso, com 888 mil e o Pará, que lidera a lista com 2,3 milhões. Nas três unidades federativas, 20% da população mora em áreas distantes para deslocamento até o município mais próximo e com condições mínimas para prestar socorro médico casos graves de covid-19. Interior nordestino, norte de Minas Gerais e sul do Piauí e do Maranhão também se enquadram nessa falta de estrutura.

A análise, que cruzou dados sobre a hospitalização por problemas respiratórios (entre eles a covid-19) do Sivep-Gripe, do Ministério da Saúde, com os deslocamentos populacionais e as distâncias potencialmente percorridas pela população, constatou também a rapidez da interiorização da doença. Em apenas uma semana, por exmeplo, em municípios com população entre 20 e 50 mil habitantes, a cada dia seis cidades havia registro pela primeira vez uma vítima fatal. Entre as cidades menores, de 10 a 20 mil habitantes, em uma mesma semana cinco cidades a cada dia entravam na lista de municípios com óbitos por coronavírus.

Já os municípios com menos de 50 mil habitantes, na mesma semana, em média, a cada dia 15 cidades apresentavam pela primeira vez casos de covid-19 por dia. O primeiro caso de infecção por covid-19 foi registrado em 227 municípios com população menor que 10 mil habitantes; em 197 com entre 10 e 20 mil habitantes; e em 112 com entre 20 e 50 mil habitantes. Até 16 de maio, 60% dos municípios brasileiros registravam casos da doença e 21%, óbitos. Nos municípios com população acima de 50 mil habitantes, 98% apresentavam casos e 58%, óbitos.

Por meio de nota técnica, a Fiocruz ressalta, entre outras coisas, que “um dos grandes problemas para a rede de saúde brasileira é a acessibilidade geográfica. O Brasil possui dimensões continentais e, por isso, algumas regiões mais remotas impõem à sua população o deslocamento de enormes distâncias para busca de atendimento". A mesmoa nota ainda conclui que a definição e utilização de regiões compostas por conjunto de municípios é o caminho para adoção de medidas de restrição ou relaxamento do isolamento social.

Por Roma News 

Nenhum comentário