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‘Desafio da rasteira’ mata criança de 11 anos no interior do Pará e colega de 15 anos é suspeito de ocultar cadáver

Um adolescente de 15 anos foi apreendido sob suspeita de ocultação de cadáver de um colega de 11 anos, que morreu após ser vítima do “desafio da rasteira”. Um outro jovem também é suspeito de envolvimento no crime, que aconteceu na cidade de Brasil Novo, no sudoeste do Pará, e foi esclarecido no sábado, 13, pela Polícia Civil.

Ao ser ouvido pelos policiais, o adolescente negou envolvimento na morte, mas acabou confessando que tudo aconteceu a partir de uma brincadeira. “O suspeito contou que estavam em casa e fizeram a brincadeira de rasteira na vítima. O garoto caiu e bateu a cabeça no piso na casa e começou a convulsionar. Com medo, o adolescente de 15 anos ocultou o cadáver, mas tudo isso ainda será investigado”, declarou o delegado Theo Reis. O outro garoto, de 13 anos, negou a ocultação de cadáver.

O corpo da vítima foi encontrado na manhã do sábado, 13, em um terreno baldio ao lado da casa do suspeito. Um morador percebeu o mau cheiro e urubus se aproximando do local e teve a curiosidade de verificar. “Com um pedaço de madeira fui abrindo passagem pelo capinzal e encontrei corpo. Situação muito triste”, disse.

Anderson da Cunha Campos, de 11 anos, saiu de casa por volta de 13h para jogar videogame na casa do colega de 15 anos, que fica a aproximadamente 80 metros de distância de sua residência. A mãe da vítima Nágila Silva da Cunha, começou as buscas horas depois de notar que o filho não reaparecera.

Ela fez apelo nas redes sociais pedindo ajuda da população para encontrar o filho que foi considerado desaparecido. Os moradores realizaram diversas buscas nos bairros, casas de familiares e terrenos baldios. “Quero o meu filho. Estou desesperada sem saber o que aconteceu”, dizia a mulher, que recebeu apoio de internautas. Inclusive, os dois suspeitos participaram ativamente nas buscas.

Os dois adolescentes foram acompanhados pelos pais e representante do Ministério Público durante os depoimentos. O inquérito continua aberto para esclarecer a morte e o grau de responsabilidade dos envolvidos.

Fonte: Correio dos Carajás

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