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Construtora aguarda liberação de recurso federal para finalizar obras do Residencial Moaçara I e II

Trabalho Técnico Social (TTS) contabilizou 7.039 inscritos no programa. 5.114 estão aptos para serem encaminhados à avaliação da Caixa Econômica Federal.
Residencial Moaçara I e II é composto por 1.408 unidades habitacionais — Foto: Drone/TV Tapajós

Muitas famílias que se inscreveram no programa do Governo Federal "Minha Casa Minha Vida" aguardam ansiosamente para saber se foram contempladas com um dos apartamentos do Residencial Moaçara I e II, em Santarém, no oeste do Pará, mas para isso a Construtora vencedora da licitação para finalizar as obras precisa receber o recurso federal.

O Trabalho Técnico Social (TTS) contabilizou 7.039 inscritos no programa, sendo que desses, 5.114 estão aptos para serem encaminhados à avaliação da Caixa Econômica Federal. Cabe à instituição financeira fazer a seleção das pessoas que serão contempladas com os apartamentos.

De acordo com a coordenadora do TTS, Euna Vasconcelos, esse total de inscritos já inclui os moradores da Associação de Moradores do Bairro Aeroporto Velho (Ambav). A escolha, no entanto, seguirá os critérios do sistema habitacional.

"Não há um prazo estipulado para divulgação da lista de escolhidos e nem para a finalização da obra. O que se pode dizer é que a Caixa está aguardando a finalização das obras para que finalmente possa ser divulgada uma lista. E a construtora que ganhou a licitação ainda está no aguardo da liberação do recurso do Governo Federal", explicou.

A coordenadora disse ainda que as obras estão 96% concluídas e que a primeira empresa não finalizou a construção porque não houve acordo em uma questão referente a aumento de recurso. Foi realizada uma nova licitação para contratar outra empresa e essa já foi escolhida.

A manicure Marcela dos Santos, uma das inscritas no programa, tem o sonho de receber um dos apartamentos. Ela mora em casa alugada com três filhos, esposo e uma sobrinha. Um dos filhos dela tem deficiência física e ela acredita que tenha uma certa prioridade na questão da seleção.

"Ver as obras paradas é angustiante, porque podemos ver que o que estava ali está se perdendo, e a gente que paga aluguel continua perdendo dinheiro e ainda contando com ajuda de outras para ajudar nas despesas. Mas quando eu passo por lá, eu já me vejo dentro de uma apartamento daqueles. Para quem mora de aluguel, um lugar daquele é um verdadeiro sonho", finalizou Marcela dos Santos.

Por Kamila Andrade, G1 Santarém — Pará

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