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Justiça conclui audiência de instrução e julgamento de acusados da morte do empresário Iran Parente

Quinze testemunhas e os réus Dionar Junior e Erick Renan foram interrogados na audiência de instrução e julgamento — Foto: Reprodução

Encerrou por volta das 16h desta quinta-feira (27) a audiência de instrução e julgamento dos acusados de envolvimento no assassinato do empresário Iran Parente e sua esposa Josielen Prezza, em Santarém, oeste do Pará. A audiência foi dividida em três dias para que pudesse ser ouvidas as mais de 20 testemunhas listadas por defesa e acusação, além dos réus Dionar Nunes Cunha Junior e Erik Renan Oliveira Carvalho.

Das 22 testemunhas convocadas, apenas 15 foram ouvidas pela Justiça, sendo 10 de acusação e 5 de defesa, as demais foram dispensadas. Na tarde desta quinta, Dionar Junior, apontado pela Polícia Civil como mandante do duplo homicídio contou a sua versão e alegou inocência durante o interrogatório. Já Erick Renan, conhecido como “Calanguinho”, apontado como um dos executores do casal Iran e Josielen, permaneceu em silêncio.

Iran e Josielen foram mortos no dia 27 de fevereiro deste ano, com diversos tiros, mas seus corpos só foram encontrados na manhã do dia 28 em uma propriedade rural na região da rodovia Santarém-Curuá-Una.

Ainda no dia 28 de fevereiro, a polícia prendeu Erick Renan que havia sofrido um acidente após capotar com o carro das vítimas em uma plantação de soja. Em depoimento, ele confessou participação no crime e disse que tinha agido junto com Valdileno Fraga Dias, conhecido como “Preto”, e que eles haviam sido contratados por Alessandro Gomes da Silva, um capataz de fazenda conhecido como Mineirinho. Erick e Valdileno receberiam R$ 10 mil, cada um, para pegar uma pasta de documentos que estava com Iran Parente e se fosse houvesse reação, a ordem era para matar.

No curso das investigações a polícia chegou ao nome de Dionar Junior, que era amigo e homem de confiança de Iran. Ele foi indiciado pela polícia como mandante do duplo homicídio. A motivação seria ganância. Segundo o inquérito policial, Dionar devia uma grande quantia em dinheiro para Iran, que emprestava dinheiro a juros. “Reavendo promissórias, cheques e até escrituras de imóveis que estariam em posse de Iran, Dionar se livraria das dívidas”, concluiu a polícia.

Os demais envolvidos no duplo assassinato são considerados foragidos da Justiça.

Alessandro Gomes (Mineirinho), Valdileno Fraga (Preto) e Aline Maiara Ribeiro dos Santos são procurados pela polícia — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Próximos passos

Por conta da complexidade do caso, o juiz titular da 3ª Vara Criminal, privativa do Tribunal do Júri, Gabriel Veloso decidiu aguardar a manifestação da defesa sobre uma alegação de doença (Covid-19) do réu Dionar Junior. Em seguida, ele vai encaminhar sua decisão ao Ministério Público e à defesa, para as alegações finais.

Após analisar as alegações finais do Ministério Público e da defesa, o juiz Gabriel Veloso decidirá se os réus enfrentarão ou não o Tribunal do Júri.

Fonte G1 Santarém 

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